XV tenta segurar Formiga; Maluf fala sobre patrocínios

futebol Time piracicabano deve buscar ao menos mais sete reforços para Série A2 do Campeonato Paulista do ano que vem. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

Com a reapresentação dos atletas que participaram da Copa Paulista e a contratação de oito reforços para a disputa do Campeonato Paulista da Série A2, em 2019, o elenco do XV de Piracicaba começa a ganhar forma. A diretoria ainda deve buscar ao menos sete reforços para fechar o plantel, que já conta com os goleiros Fábio, Leonardo, Luiz Fernando e Mateus Pasinato; os laterais Jéfferson Feijão e Rubens Carvalho; os zagueiros Doni e Gilberto Alemão; os volantes Fraga, Hiroshi e Walfrido; o meia André Cunha; e os atacantes Agnaldo, Bruninho, Cadu Baroni, Italo e Ronaldo.

O Alvinegro ainda mantém negociações avançadas com o zagueiro Tharsus, ex-Caldense-MG, e segue tentando segurar o atacante Lucas Formiga, que estuda propostas, entre elas uma recebida do Sertãozinho para disputar a Série A2. Vale lembrar que nem todos os atletas remanescentes, ou que retornaram de empréstimos, têm a permanência garantida no XV para a próxima temporada. A estreia do Nhô Quim na Série A2 do Paulista será fora de casa, contra a Inter de Limeira, no dia 20 de janeiro.

Nesta quarta-feira (28), terminou o prazo para os clubes enviarem à FPF (Federação Paulista de Futebol) as datas e horários de preferência para mandarem seus jogos no Campeonato Paulista. O Alvinegro optou por mandar seus jogos no Barão da Serra Negra nas sextas-feiras, às 20h, quando tiver a semana livre para os treinamentos e, jogar em casa aos sábados, às 17h, quando precisar realizar duas partidas na mesma semana, sendo uma delas na quarta-feira.

PATROCINADORES

A reportagem entrou em contato com o ex-presidente do clube, Adílson Maluf, que falou sobre a verba que seria injetada no clube a partir de 2019 por um grupo de multinacionais. Nas eleições para o Conselho Deliberativo do XV, realizadas no dia 10 de novembro, Maluf promoveu uma reunião entre candidatos da situação e oposição para apresentar uma proposta de empresas que patrocinariam o Alvinegro com cerca de R$ 700 mil por mês. As empresas, porém, não aceitariam a presença de um político no cargo máximo da diretoria, o que inviabilizou a candidatura de Capitão Gomes.

“São meus amigos, falei que não poderia ficar como estava, para juntar (composição de chapas) e arrumar um bom dinheiro. Falei que iríamos tentar, com as pessoas juntas, trazer esse dinheiro. É algo em torno de R$ 7 milhões por ano, para montar um time competitivo […] O dinheiro é para chegar no XV, acho que está chegando, inclusive. A minha função terminou aí. Fui mal interpretado, porque você sabe que essas multinacionais não fazem patrocínio para política, né? O Capitão Gomes ficou bravo, e eu fiquei chateado, porque é meu amigo, é um excelente vereador”, disse Maluf, que negou ter feito ‘promessas’.

“Não houve promessa nenhuma. A única coisa que falamos foi de trabalhar para conseguir isso (patrocínio). Não sou a pessoa certa para responder, tem que falar com o Arnaldo Bortoletto (presidente eleito). A minha função era arrumar o recurso, consegui as pessoas e eles vão arrumar. O XV vai ter recurso para fazer uma bela campanha. São fornecedores, firmas, empresas. São muitos, cada um vai dar um valor. Tem muita gente falando bobagem. Foi feito um trabalho capitaneado pela Raízen, junto com o Arnaldo Bortoletto, e eles vão arrumar esse recurso sim. Está caminhando para isso. Agora, eu não sou diretoria, sou apenas quinzista e meu objetivo é ajudar”, finalizou Maluf.

(Líder Esportes)