Youtubers influenciam no comportamento de crianças e jovens

Youtubers são a “onda da vez” no mundo digital. Mas, quem são eles? Na internet, ganham destaque e seu espaço cresce propagando a informação para seus expectadores, por intermédio de sugestões, críticas e conteúdos colaborativos pelo whatsapp e outros aplicativos. Até os formatos tradicionais de programas de televisão já aderiram ao “lance”, fazem chamadas com seus personagens por meio vídeos ou selfies sobre pauta a ser explorada e convida os telespectadores a usarem hashtags e interagirem nas redes.

Tornou-se comum assistir os youtubers como convidados de destaque em diversos programas de auditório nas emissoras de televisão. E, com certeza, essa é uma boa forma de promover conteúdos criativos e de qualidades, proporcionando também a ascensão de vários deles. Não há duvidas sobre o “poder” da plataforma digital, e muitas pessoas vislumbram nela a oportunidade de ganhar dinheiro.

E assim, pessoas “comuns” se transformam em celebridades. E porque essas celebridades se tornam especiais? A resposta é que vivemos em uma modernidade que nos invade com uma vasta quantidade de informações que se renovam o tempo todo, quase de maneira instantânea. Dessa forma, as pessoas deixaram de lado o consumo de conteúdos completos e complexos para consumirem conteúdos rápidos e “rasos”. E isso é um dos atrativos desses canais.

Além de também enquanto consumidores, gostarmos de nos identificar com o que consumimos. E como não se identificar com um youtuber? Alguém como nós? Eles dividem com a população suas vidas e rotinas, e cativam os internautas por intermédio de seu carisma. Falam de maneira espontânea, autentica e engraçada, expressam suas opiniões e compartilham com o mundo, muitas vezes sem ao menos analisar se haverá consequências.

Assim, o telespectador dos dias atuais tem uma posição muito diferente de alguns anos atrás. Ele é ativo e participa opinando se gostou ou não do conteúdo. E para o youtuber, além de um hobby e de uma maneira de se expressar, essa “profissão” tem se tornado um negocio rentável em um país que vê a audiência crescer a cada ano.

Por um lado é uma maneira de compartilhar verdades, aprendizados, crenças, curiosidades, conhecimentos em geral, motivando muitas inspirações, mas, por outro lado, há muito conteúdo preconceituoso, carregado de ódio, violência, instigando comportamentos que podem, inclusive, colocar a saúde e a vida em risco, perdendo completamente o respeito e o bom senso. O mais preocupante é que tais conteúdos recebem milhares de curtidas, compartilhamentos e visualizações.

Os youtubers são os “novos formadores” de opiniões dos nossos jovens! Precisamos, como pais, educadores, seres humanos sensatos encarar essa realidade com naturalidade e nos posicionar. Você conhece os youtubers favoritos de seu filho? O tempo que ele passa com os youtubers tem alterado seu comportamento, estimulando conflitos com a família? Seu filho tem informações e orientações que o torna capaz de escolher “bons yotubers”? Cabe aos pais participar e direcionar os filhos ao uso dos recursos tecnológicos, auxiliando-os e suprindo os anseios dos mesmos, para fazerem parte desse mundo digital de forma ética, segura responsável, assim também abordando sobre as oportunidades e riscos que com as novas tecnologias podem surgir. Lembrando que a falta de habilidade tecnológica não diminui ou afasta a responsabilidade dos pais no processo de educação dos filhos.