117 presos de Piracicaba participam de Olimpíada de Matemática

Edição ocorrerá dentro das próprias unidades. Foto: Divulgação/SAP

Considerada como maior competição científica do País, a 16ª Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas)
contará com 117 ressocializados nas unidades prisionais. A Penitenciária Masculina teve a maioria dos inscritos, 65 presos se candidataram, seguida do CRF (Centro de Ressocialização Feminino) ”Carlos Sidnes de Souza Cantarelli” com 36 participantes e o CDP (Centro de Detenção Provisória) Nelson Furlan com 16. No total, 4 mil custodiados dos presídios subordinados à CRC (Coordenadoria da Região Central) participarão.

Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), por mudanças em razão da pandemia da covid-19, a edição, que seria realizada em 2020, foi transferida para este ano. As avaliações poderão ser feitas de 30 de junho a 3 de agosto e serão aplicadas em salas de aulas instaladas nos presídios, respeitando todos os protocolos de prevenção do novo coronavírus.

A Pasta considera que será mais uma oportunidade de preparação para as pessoas privadas de liberdade para o retorno à vida em sociedade. A SAP e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo vêm estimulando, cada vez mais, os reeducandos a participarem da Olimpíada de Matemática.

Realizada pelo Instituto Nacional de Matéria Pura e Aplicada, a Obmep é uma realidade no sistema prisional paulista desde 2012, quando passou a ser aplicada nas unidades penais do estado.

Segundo a Secretaria, presos que não possuem formação escolar podem concluir os estudos enquanto cumprem pena, por meio de escolas vinculadoras instaladas dentro dos presídios, que oferecem formação dos ensinos Fundamental e Médio. Os reclusos
também participam de cursos de línguas, profissionalizantes e do Ensino Superior.

PREMIAÇÕES
Serão distribuídas aos participantes 575 medalhas de ouro, 1.725 de prata e 5.175 de bronze, além de 51.900 menções honrosas. A SAP destacou que tem histórico positivo na Obmep, pois na edição de 2017, um presidiário colombiano, que cumpria pena na Penitenciária “Cabo PM Marcelo Pires da Silva” de Itaí, interior de São Paulo, faturou a medalha de ouro. Ele foi o primeiro preso na história da Obmep a levar o prêmio máximo na competição nacional.

ENEM PPL
Outra iniciativa proposta pela SAP foi o Enem-PPL (Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade). Vinte presos de Piracicaba, um deles, que cumpria pena, no CDP, já recebeu a liberdade provisória. No total, 105 sentenciados da idade fizeram as provas, nos dias 23 e 24 de fevereiro deste ano. Eles também podem utilizar o desempenho como mecanismo único, alternativo ou complementar para o acesso à educação superior.

Cristiani Azanha
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