Deic: empresário é preso como suposto mandante de assassinato

Pistola e munições foram encaminhadas à perícia do IC (Divulgação)
Projeteis são semelhantes àqueles extraído do cadáver da vítima (Divulgação)

Um empresário de 32 anos, que atuava como agiota, segundo a Polícia Civil foi preso como mandante do assassinato de Cleber Mendes, de 41 anos. O crime ocorreu no dia 28 de maio deste ano, no bairro Serrote. A vítima foi atraída para uma emboscada. Após perceber que seria executado, Mendes correu até um sítio para pedir socorro, mas ele foi seguido pelo assassino. O proprietário da residência implorou para que o criminoso não atirasse dentro de sua casa e na frente de sua família. O acusado matou Mendes com vários disparos, mas poupou o sitiante e sua família. Em seguida fugiu.

Os policiais civis da 3ª PNDH (Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa) da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) começaram as investigações c conseguiram chegar até a identidade do empresário, que foi identificado como o mandante do crime.

Os agentes conseguiram descobrir que a motivação do crime foi uma dívida da vítima no valor de R$ 10 mil com o agiota.

PRISÃO

O empresário foi preso no dia 31 de julho, mas somente foi divulgado pela polícia nesta terça-feira (11), pois investigações continuam na tentativa de prender o autor dos disparos que continua foragido.

O mandado de prisão foi cumprido pelas equipes da 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais, 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), 3ª PNDH, GOE (Grupo de Operações Especiais) e Setor de Inteligência – todos da Deic. Ele foi abordado no momento em que chegava em sua empresa, no Jardim Glória.

Na residência do empresário, as equipes localizaram uma pistola calibre 380 – do mesmo calibre utilizado para prática do crime, bem como munições, sendo algumas ogivais e outros dois tipos expansivas.

Segundo a Polícia Civil, os modelos de projeteis são semelhantes àqueles extraídos do cadáver da vítima.

A arma foi apreendida e será enviada ao IC (Instituto de Criminalística) onde exame pericial demonstrará se os projéteis retirados corpo da vítima realmente saíram da arma apreendida em posse do empresário.

Ele foi indiciado e deverá responder por homicídio quadruplamente qualificado, tendo em vista ter agido por motivo torpe, mediante paga promessa de recompensa, através de traição/emboscada e com meio que dificultou a defesa da vítima.

Nesta quarta-feira (12), ele deverá prestar novo depoimento à delegada Juliana Ricci, da Deic, que apura o caso.

Cristiani Azanha

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