Desentendimento por causa de centro comunitário pode ter motivado assassinato de Madalena

Um desentendimento por conta de um centro comunitário do Jardim Boa Esperança pode ter motivado o brutal assassinato da ex-vereadora Madalena. Três acusados de participação no homicídio já estão presos, entre eles, um líder comunitário. Eles foram autuados na semana passada, na sexta-feira (09) por outro crime, por tráfico de drogas. Dois dos suspeitos também respondem pelo assassinato de Marcos Henrique Baldasin, 33 anos, o Marquinhos, que foi morto com facadas e espancamento, em queima de arquivo, pois teria falado no bairro sobre os responsáveis pelo assassinato de Madalena.

Em coletiva, realizada na tarde desta sexta-feira (16), na sede da Deic, a delegada titular da 2ª DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), Juliana Ricci explicou que a forte liderança que Madalena exercia no bairro entre os moradores teria causado o desentendimento entre a vítima e o outro líder comunitário, segundo uma das linhas de investigação que estão sendo apuradas pela polícia.

Suspeitos responder por tráfico de drogas e também pelo homicídio de Baldasin (Claudinho Coradini/SP)

INVESTIGAÇÃO

Os suspeitos foram localizados pela Dise, com apoio da 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais, 3ª DHPP e UIP (Unidade de Inteligência Policial do Deinter-9, na semana passada, no Jardim Boa Esperança. Um dos acusados foi surpreendido com 22 porções de cocaína e R$ 260 em dinheiro. Os policiais foram até sua residência, no mesmo bairro, onde localizaram outros dois suspeitos. No imóvel, os policiais encontraram mais 70 porções de cocaína. Todos foram levados à sede da delegacia especializada, além do tráfico de drogas, dois dos suspeitos também responderão por homicídio.

A delegada disse ainda que durante as buscas realizadas na casa, localizaram um molho de chaves, roupas e um lenço pessoal de Madalena. “Os familiares da ex-vereadora nos trouxeram foto de Madalena, inclusive com a mesma roupa e lenço que era um dos preferidos dela”. Naquela ocasião, eles foram presos em flagrante por tráfico de drogas, mas também respondem pelos assassinatos durante o inquérito policial.

 A sobrinha de Madalena também esteve na delegacia para acompanhar o trabalho policial e relatou que a família e amigos esperam por justiça.

Delegada Juliana Ricci falou sobre a investigação (Claudinho Coradini/JP)

REDES SOCIAIS

Um dos participantes da morte de Madalena postou uma mensagem nas redes sociais pela morte da ex-vereadora “Ainda estou anestesiado com isso, Por que? Quem? Qual o motivo? Perguntas que procuram respostas incansáveis. Meu amigo, que vinha me ajudando, apoiando nas correrias, buscando melhorias para a comunidade e agora? Não vamos deixar seu legado em vão, levaremos todo o seu nome, pois um grande guerreiro jamais será esquecido…”

CRIMES

De acordo com a investigação, na noite do crime, o líder comunitário esteve na casa de Madalena e a chamou. Quando abriu o portão foi surpreendido por outro suspeito que a segurou pelo pescoço, enquanto o comparsa passou a revistar a casa procurando por dinheiro e demais objetos de valores. Em determinado momento Madalena teria conseguido se soltar, mas foi atingida com  vários golpes de facão na cabeça da vítima. Ela não resistiu.

Os policiais deram continuidade na apuração para apuração a relação dos suspeitos na morte de Marquinhos, que foi executado três dias depois pelos criminosos, pois teria comentado no bairro sobre as identidades dos participantes do homicídio da ex-vereadora.

“Em uma semana de intensa investigação a Deic prendeu três pessoas, esclareceu dois homicídios (Marquinhos e Madalena) ao entrevistar vinte testemunhas e apreender objetos subtraídos. Madalena era uma pessoa muito querida na cidade e causou comoção social. Lamentamos a sua morte e ficamos satisfeitos com a resolução rápida da autoria do crime”, disse o delegado divisionário da Deic Wilson Lavorenti.

Confira mais detalhes em breve na edição digital e também no impresso do Jornal de Piracicaba.

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Cristiani Azanha

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