2020 foi o ano mais ‘mortal’ em Piracicaba, com 3.383 óbitos

O Estado também bateu recorde: em 2020 foram 17,2% mais mortes que 2019, superando a média histórica. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

No comparativo dos últimos cinco anos, 2020 foi o ano com mais número de mortes em Piracicaba. Segundo os dados do Portal da Transparência, plataforma administrada pela Arpen–Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais), os óbitos registrados pelos Cartórios de Piracicaba em 2020 totalizaram 3.383, 6,9% a mais que no ano anterior. As mortes superaram a variação anual, que até 2017 ficou em 1,4% e -1,8% (de 2017 para 2018 houve uma queda no número de óbitos). Já de 2018 para 2019 o aumento foi de 5,7%.

Em 2019 foram registrados 3.164 óbitos na cidade e em 2018, 2.992. Em 2017, Piracicaba registrou 3.049 mortes, 3.174 em 2016 e outras 3.130 em 2015.

RECORDE NO ESTADO

A pandemia causada pelo novo coronavírus, que atingiu em cheio o Brasil transformou 2020 no ano com mais registros de mortes da história do Estado de São Paulo. Desde o início da série histórica das Estatísticas Vitais de óbitos do Registro Civil, em 1999, nunca morreram tantos paulistas em um só ano, e nunca houve uma variação anual de óbitos tão grande como a ocorrida na comparação entre 2019 e 2020.

Segundo os dados da Arpen, os óbitos registrados em São Paulo em 2020 totalizaram 356.877, 17,2% a mais que no ano anterior, superando a média histórica de variação anual de mortes no Estado que era, até 2019, de 2% ao ano.

O número de óbitos registrados em 2020 pode aumentar ainda mais, assim como a variação da média anual, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência.

Além disso, alguns Estados brasileiros expandiram o prazo legal para registro de óbito em razão da situação de emergência causada pela covid-19.

A pandemia trouxe também reflexo em outras doenças que registraram aumento considerável na variação entre os anos de 2019 e 2020. Foi o caso das mortes causadas por doenças respiratórias, que cresceram 27,5% na comparação entre os anos, passando de 125.598 para 160.218. Entre as doenças deste tipo, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) explodiu, registrando crescimento de 723%, seguida pelas de Causas Indeterminadas, que registraram aumento de 26,7%.

Já entre os óbitos causados por doenças cardíacas, muitas vezes relacionadas à covid-19, a comparação entre 2019 e 2020 aponta um aumento de 6,4%, passando de 69.594 para 74.066.

Beto Silva
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