336 mil pessoas estão com 2ª dose de vacina atrasada, diz Estado

Em Piracicaba, nas últimas 72 horas houve aumento de casos positivados do novo coronavírus: 655

O Governo do Estado de São Paulo fez um alerta ontem às pessoas que ainda não compareceram aos postos de vacinação para tomar a segunda dose da vacina contra covid-19. Os dados estaduais consolidados até hoje mostram que 336.733 pessoas que já receberam a primeira dose dos imunizantes disponíveis ainda precisam completar o esquema vacinal, ou seja, receber a segunda dose.

O total inclui 47.182 pessoas que tomaram a vacina da Fiocruz (Astrazeneca/Oxford) e outros 289.551 referentes à vacina do Butantan (Coronavac). Cerca de metade das pessoas que se enquadram nestes públicos reside na Grande São Paulo, que registra 177.456 faltosos. Com base nas estatísticas populacionais previstas pelo Ministério da Saúde para cada faixa etária ou público específico, o Governo de São Paulo define as remessas de doses necessárias para uma das 645 cidades avançar em cada etapa da campanha.

AUMENTO DE CASOS

Nas últimas 72 horas Piracicaba registrou 655 novos casos e seis mortes por covid-19. Nesta segunda-feira, a Secretaria de saúde do município atingiu o recorde de diagnósticos; foram 233 confirmações. Com o acumulado dos três, as estatísticas apontam 49.565 casos confirmados e 937 mortos. Ontem na cidade a taxa de ocupação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) era de 94%, enquanto as enfermarias trabalharam com 66% da capacidade.

SURTO

Um possível surto de covid-19 na Escola Estadual Professora Abigail de Azevedo Grillo, na Vila Rezende, estaria contaminando professores e alunos. A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) recebeu a denúncia e questionou a Diretoria Regional de Ensino sobre a veracidade da informação e medidas contra disseminação do vírus no local. “Apesar de não haver um número oficial de casos, professores pediram a intervenção da Apeoesp alegando que diversos professores e, inclusive, alunos estariam contaminados pelo coronavírus. Professores ficaram indignados com a situação, alegando que estaria havendo uma tentativa de esconder a situação da população, com a direção da escola articulando uma dedetização do prédio para alegar a suspensão das aulas”, informa a assessoria de imprensa do sindicato.

A presidente da Apeoesp, deputada estadual Professora Bebel (PT), adiciona que nenhum profissional da educação pode ser convocado para trabalho presencial nas escolas, conforme sentença dada pela juíza Simone Casarotti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que suspendeu as aulas presenciais nas escolas públicas e privadas enquanto o Estado de São Paulo estiver nas fases vermelha e laranja. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, via assessoria de imprensa, esclarece que, na escola citada pela denúncia ao sindicato, houve um caso confirmado até o momento. A Pasta informa também que os profissionais com sintomas relacionados à doença foram afastados e orientados quanto à realização de testes. Já sobre a interrupção das atividades presenciais, cabe determinação das autoridades sanitárias municipais.

Beto Silva/ Cristiane Bonin

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