35 anos de Andaime com “Quem Morreu?”

O grupo teatral foi formado na Unimep em 1986

Peça integra a Virada Cultural on-line e traz a figura do palhaço e a amizade

O tradicional grupo teatral Andaime celebra seus 35 anos com a montagem “Quem Morreu?”. A peça estará na Virada Cultural on-line, com programação a partir do dia 14 no site culturaemcasa.com.br. A história de três velhos rabugentos foi contemplada com o ProAc (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) 2019 de Apoio à Produção de Espetáculos Teatrais. No elenco estão Antonio Chapéu, Carlos Jeronimo e Márcio Abegão.

Nesse espetáculo, as pesquisas se voltam ao aprimoramento das técnicas e da linguagem do ator palhaço. Chapéu conta que foi convidado o ator e diretor Ésio Magalhães – o palhaço Zabobrin do Barracão Teatro, pesquisador da linguagem da palhaçaria, para dar luz à escritura do texto e direção do espetáculo. O Grupo Andaime foi criado em 1986, dentro da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), e hoje está no Ponto de Cultura Garapa. Por mais de 25 anos, o Andaime cria seus espetáculos utilizando o processo de montagem que tem como referência metodológica o processo colaborativo, sistema de criação coletiva muito recorrente em grupos contemporâneos como o Teatro da Vertigem, Uzyna Uzona, Galpão, Lume teatro, Barracão Teatro, entre outros. Nesse processo do grupo, a construção do texto e da encenação caminham juntas, e são concebidas a partir do jogo do ator. Os atores são responsáveis por criar todos os elementos da encenação – texto, cenário, figurino, trilha sonora e interpretação. Assim, o grupo construiu seus espetáculos de maior consistência como “Lugar onde o Peixe Para”, “Nonoberto Nonemorto”, “Comovento”, “Coração dos Teatros Rodantes”, “As Patacoadas de Cornélio Pires”.

SINOPSE “Quem morreu?” é a história de três velhos palhaços que se encontram no velório de um amigo que nem eles sabem quem é. Nesse encontro, eles vão reconstruindo suas histórias, resgatando amizades, apesar dos disse-me-disse, das fagulhas acesas, das rabugices, da falta de tempo para reparar erros do passado, dos tempos em que o circo vivia o sucesso de público e estão guardadas como boas memórias. Para reconquistar esse tempo, eles terão que conviver com suas diferenças e com seus modos únicos de ver o mundo. Com isso, aos trancos e barrancos, vão ganhando confiança para fazer transparecer a grande amizade que une esses velhos rabugentos, ao longo de tantos anos.

Cristiane Bonin

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