5 presos no ‘tribunal do crime’ tiveram prisões decretadas pela Justiça

Arma, drogas e cartas do PCC foram apreendidas (Divulgação)

Quatro homens e uma mulher presos, após serem acusados de participarem de um “tribunal do crime” do PCC (Primeiro Comando da Capital), em um imóvel entre o Jardim Gilda e Bosques do Lenheiro tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça após serem apresentados à audiência de custódia, ontem (18). Eles foram presos no dia anterior, pelos policiais militares da Força Tática. Um homem, que era mantido sob cárcere privado pelo bando há uma semana, foi libertado. Ele estava amordaçado e amarrado e já teria sua morte decretada, pois foi considerado como culpado, por molestar sexualmente uma mulher. Ele também já tinha outros antecedentes criminais.

Considerados de alta periculosidade, pois os presos seriam os responsáveis pela vida ou morte do “réu”, eles passaram a noite na carceragem anexa ao plantão policial, na rua dos Vergueiros, na área central da cidade. Os homens já foram levados ao CDP (Centro de Detenção Provisória Nelson Furlan”, em Piracicaba e a mulher para a Penitenciária Feminina de Campinas. O processo segue sob sigilo.

ABORDAGEM

De acordo com a PM, os policiais foram informados sobre a possível realização de um tribunal do crime. Os policiais conseguiram localizar a casa que seria usada como cativeiro. No local, prenderam quatro homens e uma mulher que teria se aproximado durante a abordagem. Ela alegou que era namorada de um dos suspeitos, mas foi identificada como envolvida no esquema.

A vítima foi localizada dentro de um banheiro. No interior de uma geladeira desativada, os PMs teriam localizado  um revólver calibre 38 totalmente municiado e no interior de um guarda-roupas 196 porções de maconha, quatro aparelhos celulares e várias cartas do PCC.

Os suspeitos foram conduzidos à sede da Deic, onde foram atuados em flagrante sob acusações de sequestro, cárcere privado, tráfico de drogas, associação ao tráfico, associação Criminosa, tentativa de homicídio e posse ilegal de arma de fogo.

A apuração continuará a ser realizada pela Polícia Civil, na tentativa de identificar e prender outros envolvidos no esquema.

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Cristiani Azanha

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