50 anos de escola histórica de Ártemis ganha lançamento de livro hoje na Fumep

Foto: Alessandro Maschio/JP

Toledo se dedicou aos estudos e mostrar que a educação é o bem mais precioso

O IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba) lança hoje (sábado), às 10h, nas dependências da Fumep (Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba), o livro ‘50 anos da Escola Professor José Martins de Toledo’, de autoria de William Rodrigues da Silva. Em 150 páginas repletas de fotografias, o autor conta a história da escola e traça um registro sobre o distrito de Ártemis, onde a escola está instalada.

Segundo o presidente do IHGP, Edson Rontani Júnior, o homem que dá nome à escola, José Martins de Toledo, era um professor dedicado ao magistério e dirigiu o Grupo Escolar Moraes Barros de 1912 até 1945. Samuel Pfromm Neto, em seu ‘Dicionário de Piracicabanos’, registra que Toledo fez parte da primeira turma de 15 professores normalistas formados em Piracicaba em 30 de novembro de 1900, na antiga Escola Complementar criada em 1896 – no mesmo prédio funciona atualmente a Etec (Escola Técnica e Industrial) Fernando Febeliano da Costa. Além da escola, uma rua leva seu nome, no bairro Jaraguá, casualmente onde está a sede atual do IHGP.

Rodrigues da Silva, autor do livro, lembra que José Martins de Toledo nasceu em 2 de novembro de 1884 e faleceu em 15 de julho de 1945 e “durante toda sua vida, teve apenas um foco: estudar e mostrar que a educação é o bem mais precioso que o ser humano pode adquirir, pois, pode-se tirar tudo de nós, exceto o conhecimento, principalmente, o que nos é repassado para através dos ensinamentos dos mestres e mestras dentro do ambiente escolar”.

A Escola em Ártemis foi inaugurada em 1º de agosto de 1971. O autor lembra que Ártemis – antigamente chamada por Porto de João Alfredo – é um dos mais antigos núcleos rurais do município e porto pluvial, por onde chegavam as madeiras das matas distantes. Também é uma região conhecida pela estação ferroviária da Fepasa ou Sorocabana, que funcionou até 1971.

No livro, ele aborda a saga de famílias que contribuíram para a manutenção do bairro como os Corrente, Bereta e Cedenese que ainda hoje vivem por lá. “São famílias e pessoas tão queridas que estão nas memórias de muitas outras famílias que vivem lá até hoje”, diz. Rodrigues da Silva piracicabano, tem licenciatura em filosofia plena pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e pedagogia pela Anhanguera Piracicaba. Ele ministra a aulas de história e filosofia e é professor da rede estadual desde 2012. No passado, auxiliou o ex-presidente do IHGP, Pedro Caldari, em seu livro sobre o centenário da Igreja Matriz da Vila Rezende.

Cristiane Bonin
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