Foram instaladas na cidade cerca de 2 mil papeleiras (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Um problema recorrente e que ocorre em vários pontos da cidade é a depredação das papeleiras (lixeiras) instaladas para manter a limpeza das vias, como às margens do Rio Piracicaba. De acordo com a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), a empresa Piracicaba Ambiental tem instaladas aproximadamente 2 mil papeleiras na cidade e, de janeiro a junho deste ano, cerca de 300 tiveram que ser trocadas. Quase duas estragadas por dia. A pasta informa que os custos são da empresa, porém o município perde também, uma vez que o investimento poderia ser em instalar novas lixeiras em outros pontos da cidade.

As papeleiras são alvos frequentes de vandalismo, sendo arrancadas, roubadas e até incendiadas. “Esses fatos ocorrem na cidade toda e, frequentemente, temos mostrado na página do facebook da Piracicaba Ambiental alguns registros desses atos: no centro da cidade, estacionamento do Cemitério da Saudade, da Estação da Paulista, Avenida Independência, Avenida Renato Wagner, Avenida Cruzeiro do Sul. Neste último, quase todo final de semana ocorrem muitas depredações. Numa única vez, foram necessárias as trocas de sete papeleiras”, informou a Sedema em nota.

Só na última sexta-feira (28), o supervisor de serviços da área de varrição da Piracicaba Ambiental, Alessandro de Souza, tinha a demanda de trocar outras três papeleiras na avenida Cruzeiro do Sul. “Mas em toda cidade, infelizmente, há esse tipo de ato, uma coisa que entristece muito a gente porque é para ser usada pela população, é lamentável”, relata.

Os atos de vandalismo nas papeleiras, o mau uso delas ou o esquecimento de que elas existem por parte da população impactam negativamente ainda no trabalho das varredeiras, como conta Maria da Ajuda da Silva, que está na função há 7 anos. “Quando quebra, fica difícil para a gente tirar, porque às vezes está cheia de garrafa, garrafa quebrada, e o pessoal não respeita o trabalho da gente. Joga no chão, a gente tem que ficar catando, fica um pouco difícil. Já aconteceu de estar varrendo e a pessoa jogar papel do lado da gente”, desabafa.

Dona Maria já chegou a encontrar coisas indesejáveis nessas papeleiras. “Jogam gato morto, cachorro morto, garrafa quebrada, agulha, siringa, dá até medo, ninguém sabe do que é aquela siringa”, recorda. “A gente pede para a população ser mais consciente, respeitar mais o trabalho da gente, dar um pouco mais de valor”, enfatiza. Outro objeto ainda que tem-se encontrado com frequência descartado incorretamente nas papeleiras são as máscaras.

“Temos solicitado a todos que nos ajudem a fiscalizar, registrem e denunciem a ação de vandalismo por intermédio do SIP 156 para que os responsáveis possam ser punidos pela depredação de bem público”, diz a Sedema em nota.

Andressa Mota

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