7 casas da Emdhap estão em ruínas no Bosques do Lenheiro

Foto: Claudinho Coradini/JP

Entregues em 2000, a empresa municipal aponta que não há recursos e nem garantias para recuperação

Ao menos sete casas construídas pela Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba) no bairro Bosques do Lenheiro estão em péssimas condições para habitação – paredes com frestas, portas que não fecham. A Emdhap tem mantido conversas e ido até o local acompanhada de representantes da Câmara Municipal. O gabinete da vereadora Rai de Almeida (PT) acompanha a situação e defende que “importa lembrar que tais imóveis são para a Emdhap a garantia do pagamento das obrigações por parte do promissário comprador; por isso, mesmo passados muitos anos da entrega das chaves, as condições de habitação devem continuar a ser uma preocupação da Emdhap, que, formalmente, permanece proprietária desses imóveis.” A empresa de moradia popular municipal aponta que a responsabilidade é do proprietário.


Por meio de ofício, a empresa municipal relata que a construção do conjunto total de 1.371 casas populares teve início na década de 90.

Na época, houve uma invasão, o que atrasou em dez anos a oficialização da entrega das chaves – as obras, anteriormente, foram iniciadas por uma terceirizada e, após o episódio, a própria Emdhap assumiu o trabalho.

Por 16 anos, os moradores tiveram uma carência total, com imóvel e tributos. Até 2005, o Poder Público municipal se incumbia de vistorias e manutenções. Em 2006, houve uma parceria com banco público para uma carta de crédito visando reformas de 146 moradias. Mas a demanda não cessou. “Alguns casos ainda chegam ao nosso conhecimento.”

Apesar de alegar que a empresa tem sido solícita com o Legislativo, a avaliação da vereadora Rai é a que “as respostas apresentadas ao Requerimento nº 286/2021 foram excessivamente jurídico-formais”. “Não dá para tratar o caso desse empreendimento de interesse social e de população sabidamente vulnerável sob aspectos econômicos (…) que se trata a relação contratual no mercado imobiliário comum.” A vereadora aguarda resultados de uma nova vistoria para definir novas ações.

Cristiane Bonin
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