92 tipos de alimentos tiveram aumento acima da inflação

Preço da carne aumentou mais de 38% em um ano

IBGE divulgou ontem o IPCA de junho; saiba quem são os ‘vilões’ do mercado o quais estão mais baratos

Mais de 90 itens alimentícios tiveram aumento nos últimos 12 meses além do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 8,35%. A variação de junho foi divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os vilões do carrinho de compras são óleo de soja (+83,79%), feijão fradinho (+48,19%), arroz (+46,21%), carnes (+38,17%) e o grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (+31,84%).

Para os próximos meses ainda há tendência de alta, conforme o relatório Focus do Banco Central. Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA em julho de 2021, de alta de 0,47% para 0,58%. Um mês antes, o porcentual projetado era de 0,38%. Para agosto, a projeção no Focus foi de alta de 0,27% para 0,30% e, para setembro, passou de alta de 0,29% para 0,30%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,25% e 0,28%, nesta ordem. O mesmo boletim do Banco Central prevê que a inflação para os próximos 12 meses foi de alta de 4,24% para 4,31%. As exportações têm pressionado os preços dos produtos brasileiros. Conforme levantamento de junho do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq (Escla Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), o açúcar atingiu o maior patamar nominal de toda a série histórica iniciada em 1997: R$ 117,89 a saca (50 kg).

O mercado de arroz também segue a mesma tendência: no primeiro semestre de 2021 registrou recorde valendo R$ 84,67 a saca. Sobre a pecuária, o preço da carne foi impactado pela “oferta enxuta de animais prontos para o abate, retenção maior de fêmeas para a produção de reposição e demanda chinesa”. Para João Marcos Soares, 58, está difícil fechar a conta do mercado. “A situação está muito difícil, o salário é pouco e os preços subindo continuamente. Eu que tenho 17 netos e moro em periferia, não está fácil. A criançada come bastante e estão todos saudáveis. Mas, infelizmente, o custo de vida hoje, em geral, está muito caro. A gente se vira como pode: o dia que come uma coisa, não come outa. A carne é a última, [substituída por] um molho de salsicha ou ovo.”

MAIS BARATOS

Apenas 29 produtos tiveram seus preços em redução nos últimos 12 meses, aponta o IPCA. A lista fica boa para quem gosta tubérculos, raízes, legumes, frutas, farinha de arroz, feijão (carioca) e peixe. Camarão e caranguejo variaram, respectivamente, -2,17% e 0% – a pescada, -2,61% e a dourada, (-2,14%). Cebola (-35,71%), batata inglesa (-31,36%), cenoura (-27,93%) aparecem com maiores reduções de preços. Entre as frutas, opte pelo abacate (-17,61%), tangerina (-12,78%), morango (-6,3%) e goiaba (-5,4%).

Cristiane Bonin

[email protected]

Leia Mais:

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

20 − 1 =