Agentes penitenciários já estão sendo vacinados (Divulgação)

Os agentes de segurança penitenciário e demais funcionários da Penitenciária Masculina iniciaram a vacinação entre os funcionários a partir desta quinta-feira (2). De acordo com o diretor da unidade Élcio José Bonságlia, a meta é que todos os funcionários possam ser imunizados contra a Influenza (H1N1).

O Ministério da Saúde antecipou a Campanha Nacional de Vacinação, que normalmente aconteceria no mês de abril, como estratégia para diminuir a quantidade de pessoas com gripe. A vacina não imuniza contra a COVID-19, mas reduz o número de pessoas com sintomas respiratórios nos próximos meses.

“Somente os funcionários que não quiserem tomar a vacina serão poupados. Estamos reforçando todos os cuidados necessários para poupar nossos colaboradores, população carcerária e comunidade”, explicou Bonságlia.

Segundo ele, a rotina de trabalho mudou desde o início da pandemia do coronavírus. “Realizamos pulverizações com produtos específicos nas celas, portões, grades, celas entre outros. Até mesmo os veículos que entram ou saem da unidade também são higienizados”, afirmou o diretor. “Até segunda ordem, as audiências de presos e visitas estão suspensas nesse período. No entanto, alguns presos que necessitam de consultas pré-agendadas ou de urgência são retirados da unidade com máscaras e luvas. Estamos tomando todas as medidas possíveis para evitar o contágio da doença”, enfatizou Bonságlia.

MÁSCARAS

O Governador João Doria (PSDB) anunciou, nesta quinta-feira (2), a ampliação da capacidade de confecção de máscaras de proteção contra o coronavírus nas unidades prisionais de São Paulo. A meta é chegar a uma produção diária superior a 50 mil máscaras, que serão utilizadas por servidores que atuam no combate à pandemia nas áreas da Saúde e Segurança, além de funcionários da sap(Secretaria de Administração Penitenciária).

“São Paulo foi o primeiro Estado do país a definir, no seu sistema prisional, a confecção de máscaras. Um dos maiores problemas, não só do Brasil como de outras nações do mundo, é a obtenção de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Então, acelerar essa produção é uma medida necessária”, disse Doria.

A confecção das máscaras de proteção descartáveis, para uso em procedimentos não-cirúrgicos, já está em andamento nas três unidades prisionais de Tremembé. A partir dessa sexta-feira (3), a produção será iniciada também em presídios das cidades de Araraquara, Itaí, Tupi Paulista e Andradina.

Com a ampliação, a meta é que as oficinas dos sete presídios, de penitenciárias masculinas e femininas, confeccionem até 53 mil unidades por dia, quando atingirem a capacidade máxima. A expectativa inicial era de produção diária de cerca de 30 mil máscaras.

Cristiani Azanha

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