A ascensão do futebol feminino abre novos espaços para as mulheres

A seleção brasileira feminina passou a ocupar a sétima posição no ranking internacional da Fifa (sigla em inglês para Federação Internacional de Futebol). Com a vitória diante da equipe do Canadá pelo placar de 2 a 0 durante o Torneio She Believes, disputado no mês de fevereiro, nos Estados Unidos, o país ocupa a posição atual no ranking com o total de 1.970 pontos.

O reconhecimento do futebol brasileiro no exterior é sempre uma boa notícia para a modalidade, que vê de perto o aumento na procura pelas escolinhas de futebol, uma vez que as meninas passam a ter como ídolos as estrelas da seleção verde e amarela.

Além disso, o futebol brasileiro ganhou evidência com o bicampeonato da Copa Libertadores Feminina, conquistado no mês de março pela equipe da Ferroviária. A equipe de Araraquara derrotou o América de Cali, da Colômbia, por 2 a 1, em partida disputada no Estádio José Amalfitani, a casa do Vélez Sarsfield, em Buenos Aires, na Argentina. O primeiro título continental da Ferroviária foi conquistado no ano de 2015.

As equipes brasileiras são dominantes no ranking da versão feminina da Copa Libertadores da América com nove títulos conquistados, das 12 edições disputadas da competição continental.

O futebol feminino brasileiro tem outro motivo para se orgulhar. A técnica da Ferroviária, Lindsay Camila é a primeira mulher campeã da Copa Libertadores. Ela havia substituído Tatiele Silveira no comando da Ferroviária.

Lindsay Camila acredita que o resultado do trabalho de sua antecessora e a conquista do bicampeonato são fatores que podem incentivar outras mulheres a ocupar o cargo como treinadoras de futebol. “Minha mensagem é não desistir, se formar, estudar, e a gente pode, não é questão de gênero, tem que acreditar e ter oportunidade. Só minha família sabe quantas noites passei sem dormir.” – disse a técnica da Ferrinha.

E ela não está sozinha nessa missão de desenvolver o futebol brasileiro. A treinadora da Ferroviária tem como companheiras de profissão as técnicas Ana Lúcia Gonçalves que trabalhou em Vinhedo e comandou a equipe da Sociedade Esportiva Palmeiras no Campeonato Brasileiro da Serie A2 e no Paulista Feminino e Simone Jatobá, que está em ascensão na carreira e comanda a Seleção Brasileira Feminina Sub-17.

Dentro das quatro linhas, o futebol avança a passos largos com competições oficiais que ganharam espaço no calendário nacional. O Brasileirão Feminino abriu a temporada no dia 17 de abril com as participações de 16 clubes e conta com representantes de peso entre as mulheres: Ferroviária, Corinthians, Flamengo, Santos, São Paulo, Palmeiras, Internacional, Grêmio e Cruzeiro. 

No futebol paulista, as mulheres vestem as chuteiras nas partidas válidas pelo Campeonato Paulista Feminino, decidido em sua última edição em dezembro de 2020.

Dentro dos gramados de futebol, as mulheres brasileiras são fundamentais na arbitragem, com um aumento significativo na participação feminina do Brasil no atual ranking de árbitros da Fifa.

Para encerrar, é preciso citar a participação das mulheres na narração esportiva, que atualmente é realidade com as vozes femininas à frente das transmissões de partidas de futebol no Brasil (narração e comentários) na TV e no rádio.

Edilson Morais

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