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A vida de todos os seres se apresenta como dinâmica incessante e tudo nela se movimenta em torno de algum ponto de equilíbrio, sem o que a vida se desestruturaria. Os próprios conceitos de saúde e de felicidade englobam o equilíbrio.

No caso da saúde, representa a harmonia entre todas as funções fisiopsíquicas, as quais, quando ameaçada por alguma patologia, requerem procedimentos terapêuticos a fim de retornarem ao seu funcionamento normal. Com relação à felicidade, englobam o equilíbrio propiciador de bem-estar e paz interior.

A manutenção da saúde consiste em um processo dinâmico, de alternância entre desequilíbrio e reequilíbrio, seja físico ou psicológico. As funções fisiológicas são oscilações cíclicas em constante adaptação: sono e vigília, fome e saciedade, atividade e repouso, contração e relaxamento. A saúde significa a alternância equilibrada entre os opostos, cada um ocorrendo com a necessária intensidade, no seu devido tempo e do modo mais adequado.

Mediante inúmeros procedimentos, podemos desenvolver a habilidade de manter a harmonia em tudo o que fizermos, das coisas mais simples do cotidiano até as conquistas mais significativas da existência. Se não há equilíbrio estático – que seria estagnação e morte –, existe a necessidade de não nos distanciarmos demasiadamente do próprio centro mesmo diante de situações que nos desafiem ou desestabilizem temporariamente.

O equilíbrio se faz necessário em quaisquer áreas da vida, seja entre razão e emoção, teoria e prática, saber e agir, ouvir e falar, bem como nos aspectos pessoal, familiar, social, financeiro, profissional, espiritual.

De acordo com uma visão integrada, existe uma interconexão entre todos os processos vitais, os quais influenciam uns aos outros, sendo que os aspectos materiais da existência refletem  pensamentos, sentimentos, anseios e desejos.

Sob essa concepção, compartilhada por inúmeras escolas terapêuticas, existe a necessidade de se manter o equilíbrio entre todas as funções e dimensões do ser, a fim de se preservar a harmonia – portanto, a saúde. Desse modo, atividade física, alimentação adequada,  tarefas domésticas, relacionamentos afetivos e sociais, trabalho profissional, atividades artísticas, serviço altruísta e busca espiritual podem coexistir e fazer parte da totalidade da vida de qualquer pessoa.

Algum desses aspectos, se desajustado, seja por excesso, carência ou desvio de função, pode desequilibrar todo o sistema, influindo negativamente em outras áreas da vida. Alguém que tenha o hábito de orar e meditar, por exemplo, poderá sentir os efeitos benéficos dessas práticas na estabilidade mental e emocional, assim como na qualidade dos relacionamentos, do trabalho e nas repercussões positivas sobre a saúde física.

Por outro lado, uma pessoa que transforme as práticas religiosas em fanatismo e intolerância ou em refúgio para não enfrentar os desafios e problemas que a aguardam fora dos templos revela conflitos íntimos não resolvidos e desarmonia consigo mesma.

Uma vida saudável, plena e significativa pede harmonia entre os múltiplos aspectos que a compõem e a busca desse estado tem importante valor preventivo e terapêutico, ao assegurar as melhores condições de vida possíveis a cada um. Tudo o que possa favorecer esse equilíbrio – especialmente nos tempos atuais – deve ser reconhecido, valorizado e compartilhado como contribuição à saúde integral, individual e coletiva. 

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