A cada 27 animais apreendidos pelo CCZ, 6 são sacrificados

Foto: Claudinho Coradini/JP

Segundo centro, apreensão só ocorre nos casos de maus-tratos, quando o animal corre risco de morte

Desde o ano passado, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Piracicaba recolhe uma média mensal de 27 animais, destes, seis passaram por eutanásia, ou seja foram sacrificados. A Secretaria de Saúde do município informou ontem (22) que realiza a eutanásia somente nos casos de animais agonizantes por traumas ou doenças infectocontagiosas incuráveis que possam colocar em risco a saúde humana ou animal.

O CCZ reforçou que as eutanásias não têm relação direta com os animais que estão sendo recolhidos mês a mês e acrescentou que a apreensão só ocorre nos casos de maus-tratos, quando o animal corre risco de morte. “Na rotina do CCZ, a equipe trabalha com o recolhimento seletivo preconizado pela Coordenadoria de Controle de Doenças, órgão ligado a Secretaria de Estado da Saúde, onde são recolhidos das vias públicas, os animais sem proprietário definido (cães ou gatos) agonizantes, atropelados, em sofrimento físico ou que tenham doenças de interesse epidemiológico, como a raiva, por exemplo”, informou o centro em nota.

Nesta semana, o Governo Federal sancionou a lei 14.228 que proíbe o sacrifício de cães e gatos pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e outros estabelecimentos oficiais similares. A medida sancionada entra em vigor em 120 dias após a publicação, que ocorreu na quinta-feira (21). O objetivo é proteger os animais que são recolhidos da rua e estimular a adoção e resgate por entidade de proteção dos animais.

A Secretaria de Saúde de Piracicaba informou que a lei federal não altera a rotina do CCZ, uma vez que o trabalho já é realizado desta forma, desde a implantação da Lei Feliciano (Lei 12.916) em 2008. “A expectativa é que, com a Lei Federal, também sejam repassados recursos para o registro, castração e manutenção dos animais recolhidos”, informou.

A vereadora e protetora de animais Alessandra Bellucci (Republicanos) comemorou a sanção da lei. Ela reforçou que a eutanásia praticada em Piracicaba já segue o que determina a lei recém sancionada, ao contrário de outros estados, onde a prática é realizada até para controle populacional. A parlamentar destacou a necessidade de novas leis para garantir o bem-estar dos animais nos centros de zoonoses em todo o território nacional.

Beto Silva
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