A história do ciclismo piracicabano

Equipe Green Piracicaba durante prova no campeonato brasileiro - Crédito foto: Divulgação/GreenPiracicaba

O ciclismo piracicabano começou a escrever a sua história nas décadas de 60 e 70 através de dois entusiastas: Antonio de Godoi e Alidor Gonzales, que foram os desbravadores e responsáveis por carregar a identidade piracicabana nas edições do campeonato paulista e das provas da média paulista de ciclismo.

Os títulos e a fama destes dois vencedores abriram as portas para as gerações de ciclistas que surgiriam nas décadas seguintes, retomando a tradição esportiva da modalidade, que passou a ter no cenário brasileiro uma equipe competitiva e de alto nível técnico. Na década de 80, o ciclismo piracicabano contava com a dedicação de duas “estrelas”; Jair Braga, vencedor da volta da Bélgica e Davids Fernandes, atleta olímpico, que competiu por Piracicaba nas provas do Tour do Brasil.

Com o início dos anos 90 foi a vez de Jorge Caldeiram, que era referência no ciclismo de estrada e dono de um excelente “sprinter”, que lhe permitiu conquistar títulos em provas nacionais e o pódio na Prova Ciclística 9 de julho.

O atual gestor do ciclismo em Piracicaba, Marcos Christian Novello, começou a sua carreira nessa época, despontando na categoria júnior, onde conquistou duas medalhas de ouro, duas de prata e uma medalha de bronze. 

Com a equipe de elite, ainda na década de 90, Novello tornou-se multicampeão com mais de 20 títulos de campeão brasileiro de pista e uma carreira de conquistas memoráveis, como o bronze no Campeonato Mundial de pista na prova por pontos UCI (1999), no Uruguai e duas medalhas nos Jogos Pan-Americanos do Equador (2003): prata na prova 4×400 e bronze na scratch. Nos Jogos Pan-Americanos do México (2009), Novello trouxe a medalha de prata, na categoria Madsom.  O ciclista representou o país em inúmeros torneios internacionais com a seleção brasileira: mundiais, jogos olímpicos e sul-americanos.

Com a chegada dos anos 2000, foi a vez de Vanderlei Veloso ser o destaque da equipe piracicabana com títulos nos campeonatos paulistas e nacionais.

A equipe Green Piracicaba surgiu no ano de 2015 com a missão de colocar novamente a cidade no cenário nacional e isso aconteceu através das conquistas de Rodrigo Mello, vencedor da volta internacional do Paraná (UCI2.2) e de Joel Prado Júnior, campeão da Prova Ciclística 9 de julho, a maior prova do ciclismo nacional. O atleta Rodrigo Quirino conquistou a medalha de ouro no Campeonato Brasileiro sub-23 e Glauber Nascimento ficou com a prata no Campeonato Brasileiro de pista.

Nos últimos sete anos, o ciclismo piracicabano conquistou as medalhas de ouro nos Jogos Regionais de 2015 e 2019 e nos Jogos Abertos da 1ª divisão de 2019. Como muitas modalidades esportivas no Brasil, o ciclismo foi atingido em cheio pelas restrições causadas pela pandemia e muitas competições foram canceladas ou adiadas. Apesar das limitações causadas pela Covid-19, o ciclismo é uma das poucas atividades praticadas ao ar livre que conseguem manter a rotina de treinamentos.

O gestor do ciclismo, Marcos Novello, disse que o Green Piracicaba tem vários projetos em andamento, cujos objetivos são os de ampliar as ações da entidade e levar à sociedade uma modalidade esportiva que proporciona o lazer e a manutenção da saúde.

“O Green Piracicaba aprovou dois projetos federais por meio da Lei do Incentivo ao Esporte, o que vai permitir a promoção de dois super eventos, capazes de atender quase duas mil pessoas para a prática do ciclismo com infraestrutura adequada. Os projetos estão em fase de captação de recursos.” – disse Novello.

Passado e presente

As estratégias propostas pelas equipes durante as corridas de estrada evoluíram consideravelmente através dos anos e hoje, cada time conta com um grupo de atletas especialistas, que são acionados de acordo com a competição e os tipos do terreno.

A ciência tem papel fundamental na evolução das provas que, atualmente, são mais velozes e exigem uma melhoria significativa na preparação física dos atletas.

Na parte tecnológica, o ciclismo mudou completamente. Aos poucos, as bicicletas feitas em aço deram espaços ao carbono e os câmbios mecânicos de 10 velocidades foram substituídos pelos câmbios eletrônicos sem fio e com 24 velocidades.

As bicicletas com rodas de aro de madeira são assuntos do passado. A tecnologia trouxe os freios a discos hidráulicos e a aerodinâmica das rodas e dos quadros é desenvolvida em túneis de vento.

Edilson Morais

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