“A morte é o alvo de tudo que vive”

A pair of wrinkled hands of an elderly Chinese woman

Com essa frase, título do nosso encontro desta semana, Freud contribui de forma expressiva a uma melhor compreensão do envelhecimento e da morte, afinal,ninguém consegue evitar estes dois acontecimentos: passamos a envelhecer desde o momento em que somos concebidos e, então, caminhamos para a morte nesta Terra.

Macabro? Não! Muito pelo contrário e é nessa direção que quero te levar, pois, através da compreensão dessa premissa, chega-se facilmente à conclusão de que não adianta nos preocuparmos. “Remar contra a maré” apenas vai atrapalhar o processo. Nada altera essa lei. Mudar a percepção por este ângulo que é a dádiva da frase de Freud.

Tudo vai se desgastando… Portanto, relaxe! Aproveite cada instante, intensamente, utilizando uma das poderosas ferramentas dos Estoicos: a sabedoria do “controlável x incontrolável”, a arte de não sofrer.

Quanto mais você desejar o passado, menos irá desfrutar o presente. Quanto mais você querer ser jovem, menos será!

A vida é dinâmica, nada é fixo ou permanente. Não aceitar isso apenas vai ter fazer “perder tempo”, literalmente e emocionalmente… Volte-se para você. Planeje seu futuro, mas equilibre-se no que viveagora, não no que viveu nem no que viverá. Isso é ser feliz. Costumo dizer que podemos ir para o passado somente por dois motivos: 1) Reforçar aprendizados/ressignificar crenças; 2) Relembrar bons momentos.

Abandone o que ou quem traz “peso” para a sua vida. Busque o que e quem te traz “combustível”.

É muito importante entender também que quem manda, realmente, não é o corpo, mas a mente, a raiz de tudo. E, para ela, a melhor plástica e o melhor tratamento é a inteligência emocional e o autoconhecimento. Atitudes efi cazes vão no foco! Atitudes ineficazes alimentam a incoerência interna, são utópicas e bases para o vazio existencial. O resto da história todos conhecem, pessoalmente ou assistindo/lendo nos noticiários e redes sociais.

Quanto mais lutamos contra as leis naturais mais alimentamos a depressão, a ansiedade e o stress, além das consequências desastrosas da obsessão pela eterna juventude e pelos prazeres ilusórios, cada vez mais intensos e provocados pela imersão ao superficial, uma das principais características do mundo “moderno”, que faz com que as pessoas acreditem que estão cobrindo buracos, mas, na verdade, só aumentam a profundidade deles!

Sofrer é viver ou reviver algo que não existe ou virou conflito e que você ainda não conseguiu superar. Absorva cada fase da sua vida intensamente. Invertê-las é caminho desastroso para a alma, sem contar a “culpa” que nasce desse desencontro. Se não viveu o que deveria ser vivido, paciência, esqueça! Renove-se e viva o que pode ainda ser vivido, na real, como você é e de dentro para fora.

A única coisa que temos é o presente. O agora. Não se preocupe com o que não te pertence. A maioria não entende o valor disso na mesma proporção que entende outros valores.

Não espere amanhã para celebrar você, a vida, o mundo e as pessoas.

“Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro…”

(Clarice Lispector).


Imagem: wirestock

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