A motivação para chegar ao topo (IV)

Não é difícil para o cliente perceber quando um vendedor não está motivado, o que é evidentemente um problema. Ninguém gosta de ser atendido por alguém que parece obrigado a fazer o trabalho ou o faz por inércia. O ar de desinteresse ou desânimo quebra a confiança do consumidor no estabelecimento. É clássico o exemplo do vendedor que, desmotivado, não consegue sequer guiar o freguês ao produto desejado. Por isso, no dia a dia da profissão, o funcionário deve prestar atenção à ameaça da rotina, do cansaço e das dificuldades:

Motivação é pausar: intervalos não apenas são bem-vindos, mas fundamentais para o desenvolvimento sadio do trabalho. Funcionário que o tempo todo faz a mesma tarefa logo perde o foco, porque a atividade torna-se mecânica, o que condiciona a mente a pensar que a atenção na realização do serviço é dispensável. Respire!

Motivação é otimismo: pare de usar as mídias sociais para reclamar da segunda-feira que se aproxima. Isso “queima seu filme”, caso seu chefe tenha acesso à postagem. Não veja o retorno ao trabalho como uma ida à guerra. Creia, todos os dias, que hoje será melhor que ontem.

Motivação é independência: mostre que sabe agir e resolver situações que aparentam não ter solução sem apelar aos gestores a todo instante. Mesmo que o chefe seja do tipo centralizador, ainda terá discernimento para identificar funcionário dependente demais.

Motivação é foco: está desanimado? O chefe pegou no seu pé? O colega de trabalho parece invejoso? O dia está duro demais e a vontade de jogar tudo para o alto parece grande? Contenha-se! Mantenha o foco no seu alvo. Não estrague o futuro por causa de uma bobagem passageira. Não gaste energia com o que não vale a pena.

Finalmente, a motivação é movida a sonhos. Quem tem um sonho precisa se mexer para realizá-lo, porque nada cai do céu. Por falar nisso, lembro-me de uma frase da música Bete Balanço (Cazuza), grande sucesso dos anos 1980. “Quem tem um sonho não dança” consta na composição. Esse “não dança” é no sentido de “quem tem um sonho não fracassa”!

Vou compartilhar agora com você uma história bastante conhecida, de uma bailarina que “dançou” exatamente por não acreditar no próprio sonho. Ela não se motivou o suficiente para realizar o que queria.

Idealista e extremamente esforçada, uma bailarina sonhava fazer parte de uma grande companhia de dança. Ela conseguiu, então, marcar um teste com um renomado professor de balé. Na audição, dançou como “se não houvesse amanhã”. No final, exausta e confiante, perguntou ao mestre:

– Acha que eu posso ser uma grande bailarina?

– Não! – Ele respondeu secamente.

Com lágrimas nos olhos, ela voltou para casa e aquele “não” nunca deixou de ecoar na cabeça dela, portanto, desistiu de seguir a carreira. Dez anos mais tarde, foi a uma apresentação de balé que era dirigida pelo mesmo mestre que lhe havia dito o seco “não”. Ao término do espetáculo, ela o procurou e contou como aquela recusa havia doído e mudado a vida dela.

– Mas minha filha, eu digo não para todas as aspirantes!

– O senhor matou o meu sonho… Todo mundo dizia que eu tinha talento. Depois do seu “não”, eu desisti de dançar!

– Desculpe, mas você jamais seria grande se foi capaz de abandonar o seu sonho logo ao ouvir o primeiro “não”, respondeu o mestre.

Não desista do seu sonho! Você pode!

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