A polêmica da Superliga europeia de futebol

O clube inglês anunciou a participação na Superliga - Crédito foto: Divulgação/Arsenal

O mundo do futebol está em polvorosa com a recente divulgação da criação de uma Superliga europeia de futebol, oficializada no dia 18 de abril pelos 12 clubes mais ricos da Europa. A competição independente será administrada pelos clubes participantes.

O problema é que a Superliga vai de encontro com os interesses da Uefa (sigla em inglês para União das Associações Europeias de Futebol), uma das mais poderosas instituições do futebol mundial.

O repúdio da Uefa ecoou nos quatro cantos do mundo e conta com os apoios de federações de países com grande força no futebol, como Itália, Inglaterra, Espanha, Holanda e Alemanha.

A Uefa divulgou medidas extremas na tentativa de coibir a iniciativa que pode resultar na criação da liga independente. A entidade planeja restrições contra os clubes e conta com apoio para a exclusão dessas equipes em suas federações nacionais. A represália pode impedir até mesmo que os jogadores desses clubes fiquem de fora de suas seleções e não possam, por exemplo, representar os seus países nas futuras edições de competições como a Eurocopa ou a Copa do Mundo.

Com a criação da Superliga, a “Champions League”, a famosa Liga dos Campeões da Europa sofreria uma baixa tremenda, já que os seus participantes ficariam de fora do tradicional confronto europeu de clubes.

A evasão desses clubes para uma liga independente ameaça, sobretudo, o poder econômico da Uefa, já que a elite do futebol europeu poderá atrair um interesse maior das grandes marcas e dos patrocinadores.

A “guerra” jurídica entre representantes da Uefa e da Superliga está apenas começando e ainda deve gerar muita discórdia nos próximos meses. Alguns especialistas em direito esportivo acreditam que o caso pode atrapalhar os planos da Seleção Brasileira de Futebol, já que os jogadores brasileiros que defendem estes clubes ficariam impedidos de serem convocados para representar a equipe de Tite.

A criação da Superliga expõe uma discussão antiga, que diz respeito à liberdade dos clubes europeus em decidirem o seu futuro, diante de uma Uefa que coloca-se acima de tudo e de todos, como uma entidade tradicional e que está acostumada a comandar as diretrizes do futebol na Europa.

Apesar das polêmicas, os fãs da Liga dos Campeões podem ficar tranqüilos, porque a “Champions League” de 2021 está intacta e seguirá normalmente até a definição de seu campeão. Quanto à Superliga, não existe uma data definida para o início das competições.

Os clubes fundadores da Superliga

A iniciativa para a criação de uma liga independente europeia conta inicialmente com os seguintes clubes: Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, da Inglaterra; Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, da Espanha; e Inter de Milão, Juventus e Milan, da Itália. 

Edilson Morais

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