A trajetória esportiva de Frederico Mitooka

Faixa-preta Frederico Mitooka, multicampeão de Taekwondo e gestor esportivo - Crédito foto: Divulgação

“Quero campeões de verdade e não colecionadores de medalhas”. Assim é o discurso de Frederico Mitooka, gestor esportivo responsável pelo Centro de Alto Rendimento Dojan Nippon – uma das maiores estruturas do estado de São Paulo para esportes olímpicos e artes marciais e que oferece treinamentos para a pratica de Taekwondo, Hapkido, Kickboxing, MuayThai, Jiu-Jitsu, Krav Maga e Boxe.

Faixa-preta 5º. Dan em Taekwondo desde 2010, Mitooka tem em seu currículo títulos regionais, estaduais, nacionais e a primeira medalha do Brasil (bronze) na edição 2003 do Universíade (evento multiesportivo internacional voltado aos atletas universitários). Entre seus principais títulos, destacam-se as duas medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Abertos do Interior representando Piracicaba.

Apesar de conquistar vários títulos, a carreira de atleta no alto rendimento foi curta. Em 2007, após perder a final dos Jogos Abertos do Interior no ponto de ouro para o campeão Pan-americano, Mitooka quis largar tudo e ir embora para treinar na Coreia do Sul. A frustração, contudo, não foi suficiente de impedi-lo a seguir outros rumos e por orientação de seu gestor na época, decidiu montar uma equipe de alto rendimento para representar a cidade em competições como os Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior.

O trabalho ganhou evidência e Mitooka foi convocado para comandar a seleção brasileira universitária no campeonato mundial em Belgrado, na Sérvia. “A experiência foi ótima e os resultados também, pois com apenas oito atletas, alcançamos duas medalhas de prata e três quintos lugares na competição. O Taekwondo universitário que na época estava de lado voltou a ter destaque e ganhou a atenção da confederação brasileira. Foram cinco anos à frente da seleção universitária como técnico e chefe de equipe.

Em 2012, abandonou a seleção brasileira universitária para trabalhar para o Comitê Olímpico de Aruba e criar um plano de trabalho para que o país pudesse chegar aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. “Foi uma experiência incrível, fui o primeiro e único brasileiro até hoje a comandar uma seleção estrangeira na modalidade. Sinto por abandonar o sonho de ir a uma olimpíada, ainda mais por outro país, mas o compromisso em Piracicaba falou mais alto e acabei voltando antes do tempo”, afirmou.

Em seu retorno a Piracicaba, diversos títulos foram alcançados para a cidade e para o Brasil, mas, em meados de 2016, fundou o projeto “Em Busca de Campeões”, iniciado no campinho de areia da comunidade da Portelinha. A iniciativa ganhou espaços e novos núcleos foram instalados em outras localidades da cidade, alcançando cerca de 200 crianças atendidas apenas na modalidade Taekwondo. O projeto deixou de ser oferecido devido a disseminação da pandemia de Covid-19.

“O esporte me ensinou o significado da superação e tenho certeza que posso levar isso a muitos esportes porque quem sabe fazer gestão, faz em qualquer esporte e em qualquer coisa. Meu sonho é formar campeões de verdade, pessoas que possam contribuir para uma sociedade melhor, mais justa e com valores diferentes dos atuais”, finalizou.

Edilson Morais

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