Acusada de matar marido em 2013, ex-cantora vai novamente a juri popular em São Pedro na terça-feira

Foto: Reprodução

Tânia Regina foi condenada a 21 anos e sete meses pela morte do guarda civil e maestro Eliel Silveira

A ex-cantora gospel Tânia Regina Venâncio Guerra, condenada a 21 anos e sete meses de prisão em regime fechado por ter matado, em 2013, em São Pedro, o guarda municipal Eliel Silveira Levy, vai ser mais uma vez submetida ao tribunal do júri para que os jurados confirmem as qualificadoras presentes no caso.

A decisão de refazer o julgamento foi do Tribunal de Justiça. As informações são do Ministério Público do Estado de São Paulo.

O novo plenário acontece na próxima terça-feira (26) a partir das 9h no Fórum de São Pedro. A vítima, marido da ré, era conhecida na região por ser maestro da banda da Guarda Civil Metropolitana.

Segundo a acusação, Tânia praticou os crimes de homicídio duplamente qualificado: ao matar o marido com traição (valendo-se da intimidade e confiança da vítima para praticar o delito dentro da própria residência do casal) e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (surpreendendo o homem na companhia de outra pessoa); destruição de cadáver: após a consumação do assassinato, a ré, possivelmente contando com a ajuda de um homem ainda não identificado, destruiu o corpo ao colocá-lo no porta-malas do carro da própria vítima e atear fogo. Apenas os restos mortais foram encontrados totalmente carbonizados, e só após perícia da arcada dentária foi possível comprovar a identidade de Eliel.

A ex-cantora também é acusada do crime de fraude processual. Segundo a acusação, a mulher limpou a cena do crime, lavando a residência do casal após tirar a vida do marido, para induzir a erro o perito que realizaria perícia no local.

REPERCUSSÃO
Na época dos fatos, o crime chamou a atenção e repercutiu na cidade de São Pedro e Região pela brutalidade com que foi cometido e pelo envolvimento da esposa da vítima, que não compareceu ao velório nem ao enterro do marido. Ela se apresentou às autoridades cerca de dois meses depois do crime.

A defesa da ex-cantora não foi localizada nesta sexta-feira (22), para comentar sobre o novo julgamento.

Beto Silva
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