Adestramento cria comunicação eficiente entre cães e tutores

Educar um cão requer paciência e dedicação, e profissionais especializados no assunto que podem ajudar /Foto: Divulgação

Pet em casa, hoje, é mais comum do que se imagina, mas, para inseri-lo no ambiente em que vive a família é necessário atenção redobrada. Mais do que animais de estimação, os bichinhos fazem são protagonistas no lar e o convívio deve ser o mais saudável possível.

A responsabilidade de educar um cão requer muita paciência e dedicação, e são profissionais especializados no assunto que podem ajudar os tutores nessa jornada. Mas, qual profissional procurar? Muitos dirão adestrador, mas nem sempre ele poderá ajudar. Para isso, os educadores comportamentais agem de forma direcionada, a fim de orientar os tutores a entenderem o que leva seu pet a ter problemas de comportamento.

Zootecnista e educador comportamental, Jônatas Neiro explica que o adestramento por si só consiste em ensinar comandos básicos de obediência, enquanto a educação comportamental trabalha o contexto social em que o animal está inserido, fazendo- -o agir educadamente e prevenindo problemas futuros de socialização.

“Fica, deita, rola, cumprimenta, dá a pata, todos esses são comandos de obediência e truques específicos do adestramento, mas um cão que foi adestrado não necessariamente será um cão educado, que sabe fazer as necessidades no lugar certo, andar na rua sem puxar a guia ou até mesmo não pular nas visitas”, explica.

Ele enfatiza que o conceito de adestramento é limitado. “Quando eu quero ter um cão educado, não necessariamente ele tem de ser um cão que foi adestrado, mas um cão que saiba regras, que saiba viver em sociedade sem ter problemas”.

Niero conta que a educação canina utiliza do adestramento como ferramenta no processo de educação, uma vez que os comandos básicos da técnica auxiliam o cão para que ele tenha um melhor entendimento do que é pedido em diferentes situações. “Para facilitar o processo de educação o adestramento é importante, você cria uma comunicação mais eficiente”, completa.

Segundo o zootecnista, existem três fatores importantes na educação do cão, sendo o primeiro deles: estabelecer rotina de acordo com as necessidades em que ele precisa dentro daquela família; o manejo feito com o cão e, por último, a comunicação eficiente, o adestramento.

Comportamento na pandemia

Pets, assim como os humanos, sentem o impacto das mudanças devido à pandemia da covid-19. Neste período, os bichinhos ficaram mais tempo agarrados ao dono e este ‘grude’ pode ter um agravante quando o tutor precisar retomar uma rotina com mais horas fora de casa. Isso ocasiona o que Niero chama de ansiedade da separação.

“É o cão que não cria uma independência emocional do dono por ficar o tempo todo junto. Sente muito quando essa relação de proximidade direta precisa ser quebrada. Ele sofre: chora na ausência da família, pode destruir a casa, coprofagia, muita baba e latido, isto é, entra em pânico quando fica sozinho”, conta o zootecnista.

No caso de tutores que ainda estão em isolamento, o problema é a energia acumulada. “Resulta em destruição de móveis e outros objetos, o pet que quer chamar a atenção e brincar o tempo todo e isso pode virar um estresse”.

Erick Tedesco
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