Se adotar é preciso cuidar do animal até o fim da vida (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Ações solidárias e de compaixão engrandecem o indivíduo neste momento único da história recente, em que grande parcela da população mundial vive um inédito e ainda confuso isolamento social. É o momento propício para reforçar laços afetivos com pessoas próximas (mesmo à distância) e também uma ótima oportunidade para cuidar de um pet, entre tantos que estão em abrigos e com cuidadores, esperando uma adoção. No entanto, o início desta nova fase da vida, ao lado de um animalzinho, deve ser feita de forma consciente e atenta a diversos cuidados, ressalta a médica veterinária Júlia de Lima Flórios.

Júlia afirma que, neste período de necessária quarenta, muitas pessoas já manifestaram a ela o interesse em saber como e onde podem adotar um pet. A veterinária destaca que as adoções, por consequência, aumentaram, “Nesse momento, a quantidade de pet adotado tem se tornado maior porque as pessoas estão se sentindo muito solitárias e querem companhia”.

Alguns detalhes são relevantes nesta ação, segundo Júlia, principalmente no que diz respeito ao pensamento de como será a relação e o tempo disponível ao pet no pós-pandemia. “As pessoas precisam ter consciência de que o pet demanda alguns cuidados e que, em breve, a rotina voltará ao normal. Como muitas pessoas estão de home office, nesse momento podem ter tempo ao animalzinho, mas passando esse período, podem se dar conta que não têm tempo suficiente pra dar atenção ao bichinho”.

Entretanto, como Júlia afirma, são “inúmeros” os benefícios em ter a companhia de um pet, seja durante o isolamento ou em qualquer outro momento da vida. Cuidar de um animal de estimação faz com que o organismo produza hormônios do bem-estar, ela revela. “Além do mais, nos tornamos mais ativos, principalmente quando o pet é um cão, que demanda passeios diários ou brincadeiras para se entreter”.

Para tanto, a adoção consciente requer o que se pode chamar de “primeiros cuidados” por parte do tutor. É importante ter espaço adequado pra o pet; alimento e água frescas também são fundamentais. Se for filhote, conta Júlia, as idas ao veterinário são mais frequentes por conta das vacinas e vermifugações, já os adultos precisam de consulta e check up.

Aliás, existem diferenças dos primeiros cuidados entre um cão e um gato, conforme explica a veterinária. “Os cães costumam se adaptar melhor e gostam de ficar próximos das pessoas. Já os gatos, muitas vezes se escondem. Filhotes são mais adaptáveis, já os adultos tendem a ficar mais tempo em adaptação, isso serve para cães e gatos. É importante que a pessoa tenha consciência de que são espécies diferentes e comportamentos também”.

Erick Tedesco

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