’Aedes do Bem’ pode voltar a cidade com novo projeto-piloto

(Foto: Claudinho Coradini/JP)

Piracicaba poderá contar com a retomada do Aedes do Bem para o combate ao mosquito transmissor da dengue. O projeto foi implementado na cidade de 2015 a 2019 pela empresa Oxitec, de Campinas. A possibilidade de Piracicaba retomar o projeto foi anunciada pela vereadora Ana Pavão (PL) nesta semana.

De acordo com a parlamentar, dois bairros serão selecionados para o projeto-piloto de uma nova técnica da empresa campineira para minar a procriação do mosquito Aedes aegypti, que também é o transmissor da zika e da chikungunya.

Segundo a vereadora, diferentemente da tática anterior, que usava veículos para espalhar mosquitos machos geneticamente modificados pelos bairros , desta vez a Oxitec afixará pequenas caixas de papelão em postes.

Ana Pavão contou que conheceu a nova técnica em visita à empresa acompanhada do deputado estadual Alex de Madureira (PSD). Segundo ela, o Nova Piracicaba é um dos bairros piracicabanos escolhidos para participar da experiência.

“A tecnologia inovou: vão colocar as caixinhas na altura de dois metros, 2,5 metros, e dentro vários ovinhos do macho e o alimento para eles. Então eles se procriam e esse macho feito em laboratório começa a sair para, na hora do cruzamento, matar a fêmea. Dos ovos dessa fêmea só vão nascer machos, alterados geneticamente, mas que não agridem a natureza”, explicou.

Ana Pavão acrescentou que o projeto-piloto não terá custos para o município e já conta com o aval do secretário de Saúde, Filemon Silvano.

“Fiquei muito feliz porque nosso secretário aceitou também. Este ano vai ser gratuito para, no ano que vem ou em outubro, começar de novo este projeto.”

Por meio da assessoria de imprensa, o secretário de Saúde informou que participou da reunião com representantes da empresa e com a vereadora. Ele disse que nada foi oficializado e confirmou que, a princípio, o projeto-piloto oferecido pela Oxitec seria realizado em dois bairros sem custos para o município.

A contratação do projeto, no entanto, vai depender dos resultados do trabalho desenvolvido nos dois bairros. A reportagem não conseguiu contato com a empresa responsável pelo Aedes do Bem.

Beto Silva
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