Afinal, qual o sentido da vida?

“A vida é desprovida de sentido. Você dá sentido a ela. O sentido da vida é aquilo que você atribui a ela. Estar vivo é o sentido.” – Joseph Campbell

O maior clichê de todas as perguntas já teve a mais variada gama de respostas. Diante de tantos pensadores e intelectuais, acredito que não seja o meu papel julgar qual deles está mais correto. Poderíamos até resolver essa equação de uma forma simples: que cada indivíduo construa o seu próprio significado. Isso porque jaz aqui uma missão impossível. Cada vida possui as suas próprias peculiaridades. Somos diferentes quanto aos nossos atributos, história e desejos.

Mas lá no fundo esse é o tipo de pergunta que mascara algumas inseguranças que todos nós temos. Queremos um sentido apenas para que todos os nossos sofrimentos valham a pena. Felicidade, meus amigos, é a única coisa que importa.

Para mim, a busca pelo sentido da vida se transforma em outra questão, que considero muito mais importante: como eu posso viver a minha vida de forma plena, extraindo o melhor dela, obtendo a maior felicidade e causando o maior impacto positivo em outras vidas?

Talvez nunca descobriremos o real sentido da vida, mas é muito provável que possamos encontrar algumas formas para viver melhor através deste caminho.

Para os nossos antepassados e filósofos gregos, a busca pela felicidade era o motor central da nossa vida.

Segundo Epicuro (341 A.C), a felicidade resultava da satisfação dos desejos e de uma vida simples, ausente de dores e preocupações. Somos naturalmente propensos a procurar prazer e fugir da dor, logo, faz sentido compreender ao máximo como se aproximar daquilo que nos satisfaz, afastando tudo aquilo que nos cause sofrimento.

Podemos dizer que existem vários tipos de desejos dentro de nós. Alguns desejos são naturais e essenciais, como a fome, o sono e a busca por uma vida agradável. Não podemos lutar contra eles, então nos resta preenchê-los afim de obter maior prazer.

Já os desejos frívolos e artificiais como a busca por riquezas, poder e imortalidade, são criados através dos valores sociais e podem ser completamente ignorados.

Tais anseios nos trazem apenas mais sofrimento, já que não funcionam através de leis naturais.

As virtudes eram a base da construção da ética, que começava a tomar um papel importante no desenvolvimento do significado da vida humana.

Para Platão, as quatro grandes virtudes eram a sabedoria, coragem, justiça e temperança. Quanto maior a compreensão das leis e lógicas naturais do Universo, mais desenvolvido e virtuoso uma pessoa se tornaria.

Sem ética e sem uma vida virtuosa, uma pessoa nunca seria feliz em um ambiente social, já que cada indivíduo estaria apenas correndo atrás da sua própria satisfação em detrimento dos demais.

Cada individuo deve construir seu próprio significado para a vida.

O propósito de vida é justamente o que cada um de nós tem a doar para o mundo. Qual o seu grande talento ou sonho que pode colaborar com a vida de tantas outras pessoas?

No fim das contas, para compreender o sentido da vida é preciso pensar fora da caixa. Não a caixa das nossas mentes, mas sim a caixa da nossa própria vida.