Agentes censitários relatam dificuldades técnicas para exercer a função e atraso no salário e auxílio

Foto: Agência Brasil

Agente contou que problemas causaram atraso de até nove dias no trabalho dos profissionais

Agentes censitários que atuam em Ártemis e em Santa Teresinha reclamam de salários atrasados, não pagamento de auxílio alimentação, ausência de explicações precisas, atrasos na entrega e no funcionamento de equipamentos, ambiente físico impróprio para o exercício da função e cronograma incompatível com a realidade oferecida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – órgão responsável pelo Censo 2022.

De acordo com Ademir Barbosa Jr., por decisão unânime em assembleia realizada na quinta-feira (7), os agentes votaram pela paralisação até que todos os colegas recebam o pagamento e o auxílio alimentação referente a junho e julho.
Segundo ele, a chamada coleta de dados do entorno urbano deveria ser iniciado no último dia 20, porém, problemas nos equipamentos atrasaram as atividades em até nove dias para cada agente. “O tempo foi utilizado para atualização de mapas físicos, além de preparação do curso que será oferecido aos novos recenseadores”, afirmou acrescentando que o trabalho de campo, já acumulado, atrasa ainda mais por problemas de GPS que não reconhecem algumas das coletas feitas.

O agente disse que também houve demora na entrega dos chips, o que obrigou os profissionais a utilizar os próprios celulares no posto e na rua. De acordo com Barbosa, a sede oferecida aos agentes de Ártemis é outro problema. “Minúscula, possui apenas um banheiro, com vazamento de água na caixa, o que obriga o registro a ficar fechado. O espaço não comporta o acolhimento dos novos recenseadores, mesmo que divididos em pequenas equipes”, apontou. “Os Agentes têm contado com a boa vontade da comunidade”, acrescentou.

O IBGE informou ontem que o problema do não recebimento do pagamento foi devido à informações erradas no cadastro prestadas por dois supervisores contratados nesse posto de Piracicaba.

Segundo o órgão, conforme informado no momento da contratação, as contas bancárias deveriam, obrigatoriamente, ser conta corrente e com a própria pessoa como único titular. A regularização do pagamento depende da apresentação de conta nessa condição informada por parte do contratado, sem isso a ordem bancária retorna ao IBGE sem o devido crédito.

“A paralisação informada não procede e já passamos as devidas orientações ao gestor do posto para a regularização dos cadastros dos contratados e atualização dos aplicativos dos equipamentos.

Beto Silva
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