Agricultura familiar resiste na pandemia e busca apoio

Foto de uma família agricultura
Agricultura familiar está com diálogo com a Prefeitura para crescer | Foto: Claudinho Coradini/JP

Toda forma de cultivo de terra que é administrada por uma família, cujos membros são igualmente os empregados, pode ser considerada uma agricultura familiar. É uma produção de alimentos que, geralmente, acontece em pequenas propriedades de terra e destinada para um mercado reduzido. Em Piracicaba, o setor se organiza e ganhou mais visibilidade durante a pandemia, num momento em que famílias se preocupam com a procedência e qualidade daquilo que compram para consumir.

De acordo com a titular da recém-reativada Secretaria da Agricultura, Nancy Thame, o município tem aproximadamente 2500 propriedades rurais, sendo cerca de 80% com até 40 hectares, consideradas pequenas propriedades. “Os produtores familiares de olerícolas (legumes e hortaliças) são cerca de 400”, conta a secretária Nancy. Ela revela que a pasta atualiza as informações para futuras ações junto à agricultura familiar local.

O setor, no entendimento da secretária, precisa de incentivo. “Temos que incentivar e organizar as associações e cooperativas de produtores rurais, mapear e fortalecer os canais de abastecimento e estimular a agricultura familiar com a comercialização direta dos produtos, aproximando o produtor do consumidor”.

Junto ao mapeamento e diagnóstico do que já existe em Piracicaba, Nancy fala em “diálogo direto” com os produtores e instituições que trabalham no setor. Outro movimento importante à agricultura familiar é revelada por Noedir Granja, que atua no setor. “Estamos organizando uma cooperativa, já temos adesão de ao menos 70% dos pequenos produtores de Piracicaba”, indica.

Para Granja, o momento é ideal para o crescimento do setor, mas precisa do apoio do Poder Público. “Precisamos de divulgação e da força da Prefeitura”. Vanderlei Sanches, da agricultura familiar Coopihort, de hortaliças, lembra que foi a Prefeitura que os ajudaram ano passado no pior momento da pandemia. “Começamos a fazer kits de alimentos para entregar às famílias de crianças da rede estadual”. Ele pondera que o momento é bom de venda, mas com produção truncada, devido às fortes chuvas.

Erick Tedesco | [email protected]

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