Agropecuária é acusada de deixar dezenas de aves na mesma gaiola

Estabelecimento teve prazo de 5 dias para se readequar (Maycon Barbon)

Representantes de uma agropecuária de Piracicaba teriam permitido que pelo menos 30 pássaros ficassem na mesma gaiola, além de cerca de 40 hamsters (adultos, filhos e outra parindo) que estavam todos juntos em outra gaiola. Agentes da Guarda Civil, Pelotão Rural, veterinária do Sedema (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) e a protetora e vereadora Alessandra Belluci (REP) estiveram no estabelecimento para apurarem a denúncia.

“Tinham dezenas de pássaros em uma só gaiola, ratinhos misturados, fêmeas, machos, filhotes, onde deveriam ter dois tinham 30. Alguns mal conseguiam se mexer. Também encontramos uma ratinha hamster que estava parindo no mesmo espaço. Ela estava em um nível alto de stress. Não conseguiu parir e se conseguisse seus filhotes possivelmente seriam comidos pelos maiores. A ratinha foi levada para uma veterinária para averiguar se os filhotes estão mortos na barriga, pois está com muitas dores, além de um periquito que estava doente”, relatou Alessandra.

A veterinária Marianna Ricciardi Curi da Sedema verificou o estado dos animais e confirmou que a comercialização dos animais é permitida desde que se verifique as mínimas condições de manejo e alojamento dos animais. O estabelecimento teve o prazo de cinco dias para adotar as medidas, caso contrário, os animais podem ser apreendidos.

Alessandra enfatizou que, apesar de não concordar com a comercialização, essa prática é permitida por lei. Entende que principalmente neste período de pandemia da covid-19, as pessoas precisam trabalhar, mas não dessa forma. “Também temos que obedecer a legislação que não nos permite retirar os animais do local, antes que o responsável tenha um prazo para se readequar”, relatou a parlamentar.

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Cristiani Azanha

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