Álcool gel e máscaras já estão em falta nas prateleiras da cidade

Farmácias, mercados e revendedoras estão sem álcool em gel para comercializar. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Pelo aumento da demanda de álcool em gel e de máscaras pelo novo coronavírus, farmácias, distribuidores e lojas de produtos de higiene hospitalar estão com dificuldades de encontrar esses produtos para a revenda. Os estoques acabaram ou estão no fim, o que impactou também no preço.


De acordo com a proprietária de loja de produtos de higiene hospitalar, Eliana Piton, o preço das máscaras aumentou 900%, enquanto que o álcool em gel chegou a “dobrar o valor”. Para atender a demanda, principalmente de profissionais da saúde, Eliana conta que precisou limitar a venda de até duas caixas de máscaras para cada cliente. “Uma caixa [de máscara] que custava R$7, hoje está custando R$70, então a gente tem vendido quando dá, na medida do possível a gente fraciona, vende avulsa porque elas estão muito caras, mesmo para nós comprarmos. […] O álcool em gel está muito procurado, mas ele ainda vai em menor demanda, ele chegou a dobrar o valor, mas não aconteceu como as máscaras”, explica.




Conforme informou uma das maiores redes de farmácias presente na cidade, “devido à alta demanda nas últimas semanas, os estoques de máscaras e álcool geral se esgotaram. Já foram feitos novos pedidos para os fabricantes. Estamos no aguardo da entrega. Não há previsão de data”.


A farmacêutica Maria Campos, de uma rede de farmácia menor na cidade, conta que depois da divulgação do primeiro caso suspeito do novo coronavírus na cidade, em 27 de fevereiro, sua unidade ficou sem álcool em gel para vender. “Na primeira semana que saiu no jornal, já levaram tudo embora, daí depois disso a gente não conseguiu mais comprar”, relata.

Márcia Nicolau relata que vendas cresceram nos últimos dias. (Crédito: Amanda Vieira/JP)


Conforme fala a farmacêutica Márcia Nicolau, de uma farmácia no centro da cidade, a demanda por álcool em gel cresceu principalmente nas duas últimas semanas. “Cresceu assim mais de 100% do que a gente vende normalmente, até mais. [O estoque] está meio complicado, a demanda está grande, mas a gente não está conseguindo abastecer com normalidade como seria, então apesar de ser produzido até aqui na cidade muitos deles, […] a gente não está conseguindo abastecer”, explica.


Essa mesma situação ocorre em uma distribuidora no bairro Jaraguá, que fornece álcool em gel em grande quantidade para empresas. “Estamos sem estoque de álcool antisséptico, nenhuma marca, e também estamos com dificuldade de compra e ainda não conseguimos negociar com as indústrias para reposição imediata, ninguém está tendo”, conta Thaís Valverde do Amaral, gerente de compras. “Recebemos inúmeros ligações nos implorando a compra e nos pedindo uma posição de entrega, mas infelizmente estamos sem respostas também”, finaliza.

Andressa Mota

[email protected]