Alíquota do ICMS para seminovos triplica e revendedores protestam

Revisão do ICMS, que triplicou, é mote da carreata em Piracicaba | Foto: Amanda Vieira

O aumento de 207% da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para venda de veículos usados no estado de São Paulo, cujo reajuste entrou em vigor no último dia 15 de janeiro, pode provocar fechamento de concessionárias e, consequentemente, provar demissões. É o alerta que entidades e trabalhadores do setor levam à carreata que acontece hoje pela manhã em Piracicaba.

A concentração é a partir das 8h, em frente a Estação da Paulista, e às 9h os carros seguem em carreata pelos principais corredores comerciais da cidade, conta um dos participantes do ato, Sérgio Trimer, gerente-geral do setor de seminovos do Grupo Aversa. “Começamos na rua Governador Pedro de Toledo e vamos passar pela XV de Novembro, Saldanha Marinho, avenida Armando Salles, entre outros pontos”, ele conta.

Como ressalta Trimer, o repúdio é contra a decisão do governo estadual de retirar o benefício fiscal da categoria e aumentar a alíquota do ICMS de 1,8% para 5,53%. “Um carro de custa R$ 50 mil, por exemplo, fica ao menos R$ 3 mil mais caro por causo deste aumento. Chega a representar alfo em terno de 6%, 7% do valor de venda do automóvel”, ele explica.

A intenção da carreata, que segundo Trimer deve acontecer com ao menos 60 veículos, é que o governo Doria revogue ou repense o reajuste. “Vai gerar desemprego e outras dificuldades à nossa rede. Em todo o estado, são cerca de 300 mil pessoas que trabalham com venda de seminovos”, ele argumenta, que confirma a ciência da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte) da realização do ato.

Segundo o governo de São Paulo, a medida é necessária para reequilibrar o orçamento devido às perdas de arrecadação com a pandemia do novo coronavírus. “O objetivo do ajuste fiscal é proporcionar ao Estado recursos para fazer frente às perdas causadas pela pandemia”, diz nota divulgada pelo governo estadual.

“A medida, garantida pela Constituição, é necessária. O governo de São Paulo segue aberto ao diálogo e tem realizado reuniões com os representantes dos diversos setores”, acrescenta o comunicado.

Erick Tedesco

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1 COMENTÁRIO

  1. Não podemos esquecer dos deputados estaduais Roberto de Morais e Alex Madureira que ajudaram a aprovar essa maldade contra o povo paulista. Dória fazendo caixa.

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