Alta da inflação vai impactar renovação de contratos da prefeitura, afirma secretário de finanças

Foto: Claudinho Coradini/JP

Cenário foi traçado durante audiência pública realizada na Câmara Municipal nesta quarta-feira

A disparada nos preços de produtos e serviços tem preocupado a Prefeitura de Piracicaba para a renovação de contratos. A inflação no país, que segundo o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), acumula alta de 12,20% nos últimos 12 meses— por um lado elevou a arrecadação no primeiro quadrimestre de 2022, mas deve impactar ainda mais nas despesas futuras. O cenário foi traçado pelo secretário municipal de Finanças, Artur Costa Santos, durante audiência pública realizada pela Câmara nesta quarta-feira (25).

Durante a apresentação, foram detalhadas as contas do município nos quatro primeiros meses deste ano. Segundo os dados apresentados pelo dirigente, as receitas no período alcançaram R$ 813,330 milhões, enquanto as despesas liquidadas ficaram em R$ 503,400 milhões.

A alta na arrecadação entre janeiro e abril foi 5,06% acima do previsto na Lei Orçamentária Anual que, quando elaborada, usou como referência a estimativa de inflação de 7% para 2022, o que projetou uma arrecadação de R$ 2,079 bilhões para o ano.

Apesar de a receita maior até o momento, Artur alertou para o reflexo que a alta dos preços já provoca na renovação de contratos mantidos pela prefeitura.

De acordo com o secretário, embora haja o efeito inicial de elevar a arrecadação, a mesma inflação também será a referência usada pelos prestadores de serviços e fornecedores para recompor valores anteriormente pactuados.

A Secretaria de Finanças tem feito cálculos para que o impacto seja absorvido pelo orçamento ao longo do ano, conforme explicou o secretário. “Preocupa porque vai demandar valores bastante importantes, pelo que estamos sentindo”, afirmou.

“Isso [o aumento na arrecadação], num primeiro momento, parece uma situação confortável, mas quando a inflação se estabilizar, todos os custos inerentes — mesmo que a inflação no ano que vem seja menor—, como as reposições salariais e todos os contratos de despesas da prefeitura, serão sobre a inflação ‘cheia’. Este é um momento que sempre preocupa; a gente tem deixado algumas reservas, principalmente em contas mais importantes”, declarou.

Chamou a atenção, durante a audiência pública, o acumulado de recursos disponíveis para o restante do ano. A soma chega a R$ 596 milhões, incluindo R$ 16,7 milhões de restos a pagar a liquidar ainda não processado.

Da Redação

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