Alta do dólar deixa preço do pão e do macarrão mais caros

Pão é um dos “vilões” do preço já que o trigo é cotado na moeda americana (Foto: Amanda Vieira/JP)

Com a alta dólar registrada nos últimos dias, itens básicos, geralmente os que mais têm saída no dia a dia dos supermercados, também sofrem muito com a moeda americana próximo dos R$4,00. Um levantamento feito pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) apontou quais foram os principais artigos que subiram nas gôndolas e impactaram o bolso do consumidor.

Nos últimos 12 meses o consumidor percebeu aumentos em produtos que adquire com frequência, como carnes, pão, macarrão, sabão de roupa líquido, entre outros que possuem matéria prima cotada na moeda americana. Ou também aquele item que o produtor vê mais vantagem em exportar do que em abastecer o mercado interno, já que o lucro em dólar é maior”, explicou o economista da Apas, Thiago Berka.

Segundo o gerente comercial da rede Viva Supermercados, em Piracicaba, Rafael Barbieri, nessa época de sobre e desce do dólar é quando o consumidor sente no bolso. “Atualmente é maior a possibilidade de os clientes de supermercados sentirem forte impacto no bolso na hora de comprar os produtos. Isso ocorre porque itens de consumo frequente, como pão, macarrão, sabão para lavar roupas, entre outros, possuem matéria-prima cotada em dólar”, afirmou.

Barbieri endossa o parecer do economista da Apas quanto a exportação. “E outra situação é a de que o produtor brasileiro acaba vendo mais vantagem em exportar”, observou. “Para afetar o quanto menos o consumo dos clientes, buscamos, então, equilibrar os preços junto aos nossos fornecedores”, comentou o gerente.

Entre os produtos com maiores aumentos nos últimos 12 meses, estão: o frango (31,65%), pão francês (10,04%), macarrão (12,51%) e a carne de porco (8,51%), que era uma opção de proteína mais em conta, pois sofreu menos o impacto da alta do dólar. Porém, em 2019 o cenário mudou quando cerca de 35% do rebanho suíno chinês (que é metade do rebanho do mundo) morreu por conta da febre suína africana, em seguida vem a carne de boi (7,68%) e o sabão de roupa líquido (11,73%).

Beto Silva