Alunos da Unimep realizam ato contra fechamento de cursos

Ato, em frente à Unimep, pede agilidade da instituição sobre diploma e outras questões | Foto: Divulgação

O fechamento de mais de 30 cursos na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), entre os campi Taquaral, Centro e de Santa Bárbara D’Oeste, motivou o protesto de alunos, realizado ontem à noite, no Taquaral. O ato teve apoio da UNE (União Nacional dos Estudantes) e também contou com a participação de professores e funcionários da instituição.

Com máscaras no rosto e cartazes e faixas em mãos, o grupo concentrou às 18h no ponto de ônibus do campus. Letícia Azevedo, estudante de Jornalismo, participou do ato e conta como foi a dinâmica. “O protesto aconteceu na frente da universidade. Tivemos o apoio de um carro de som e apenas um represente dentre os cursos que adeririam à manifestação, para não ter aglomeração”.

“Exigimos uma resposta”, pede Júlia Heloísa, outra aluna do último semestre do curso de Jornalismo. Ela conta que recebeu um e-mail da Unimep na última quinta-feira (18) à noite, há poucos dias antes do início do semestre letivo, que aconteceria na segunda-feira passada.

“Anunciava que vai fazer reuniões para apresentar soluções por ordem alfabética. Serão cinco soluções, todas incabíveis, como se transferir para outro curso da Unimep que não fechou, transferir para algum curso EAD da instituição, transferir para outra universidade que a Unimep indicasse, entre outras”.

No caso de Júlia, a Unimep sugeriu a transferência para o curso em EAD na Metodista de São Bernardo do Campo. “Mas lá também está em greve, e pagamos três anos de um curso presencial, com grade diferente e o diploma viria como EAD”, ela ressalta.

Outro agravante em meio à crise do fechamento de cursos da Unimep, lembra Júlia, é que os alunos não têm as notas do último semestre de 2020 no sistema, devido à greve dos professores. “Entraram em greve três semanas antes do fim do ano e não publicaram as notas e não entendemos como vão nos transferir sem as notas”. Os professores grevistas alegam que apenas vão colocar as notas no sistema quando tiverem um acordo com a Unimep.

No ato, os alunos ainda leram a Carta aberta ao reitor da Unimep Ismael Forte Valentin. No documento, pedem “o direito que lhes foi negado de concluir o curso na instituição de acordo com o tempo estimado”.

Erick Tedesco | [email protected]

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