Alunos-soldados fazem curso de Libras no Engenho

Atividade visa melhorar atendimento da PM nas ruas (foto: Amanda Vieira/JP)

Na quinta-feira (19), no Engenho Central, os alunos-soldados da Polícia Militar participaram de um curso para compreender melhor a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O curso recebeu três deficientes auditivos como voluntários e uma intérprete para auxiliar nas situações que podem ocorrer no dia a dia de um policial em contato com um surdo.

Segundo o capitão da PM, Marcelo Henrique de Lima, responsável pelo curso, o objetivo da aula foi de aguçar a curiosidade de novos policiais. “Existe um procedimento padrão em abordar pessoas surdas e nós estamos, neste momento ‘teatrealizando’ a situação”. Ele também comentou que faz um tempo em que a comunidade surda ganha visibilidade e que sabe abordar de forma correta, servir e proteger é o dever de um policial.

Para Matheus Vinicius de Jesus Correr, um dos voluntários do curso e que nasceu surdo, “a iniciativa da polícia é ótima, pois a Língua Brasileira de Sinais, muitas vezes, é a única forma de se comunicar”. “O foco principal é essa comunicação com a comunidade surda, pois a falta disso cria um nervosismo quando surge uma abordagem e não existe alguma forma de falar”, afirmou a intérprete Andreia Luna.

Para Marines Candido de Lima Correr, que é uma das voluntárias nesse curso, “a pessoa surda passa por diversas dificuldades e ver que a polícia está interessado em aprender a deixa feliz”. Dados da Secretaria Municipal de Saúde, em Piracicaba, cerca de 75 mil pessoas possuem algum tipo de deficiência, inclusive auditiva.

Larissa Anunciato
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