Amamentação na pandemia exige cuidados, diz especialista

Criança precisa do leite materno para o desenvolvimento | Foto: Amanda Silva

A OMS (Organização Mundial da Saúde) orienta a manutenção da amamentação por falta de elementos que comprovem que o leite materno possa disseminar a Covid-19 (novo coronavírus), até o momento desta publicação. Além disso, diversos institutos ao redor do mundo já comprovaram que os benefícios da amamentação superam quaisquer riscos potenciais de transmissão do vírus por meio do leite materno.

A orientação, como destaca o médico pediatra Valderi Souza Júnior, que atua na emergência da COAPH (Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar, um dos suportes do Samu) enquanto fundamental para o desenvolvimento da criança, a amamentação deve ser realizada normalmente, mas com alguns cuidados. “Basta que faça as medidas de precaução. A mão deve sempre usar máscara, higienizar as mãos antes e ato e também fazer a higiene de objetos que eventualmente tocará para realizar a amamentação”.

Caso a mãe esteja infectada, o médico pondera, a orientação é que seja orientada para observar as medidas apresentadas a seguir, com o propósito de reduzir o risco de transmissão do vírus através de gotículas respiratórias durante o contato com a criança, incluindo a amamentação.

Outra medida plausível durante a amamentação neste período de disseminação do vírus, segundo o Ministério da Saúde, é evitar falar ou tossir durante a amamentação. A pasta também sugere que as mães sigam rigorosamente as recomendações para limpeza das bombas de extração de leite após cada uso.

Sobre o assunto, deve-se, ainda, considerar a possibilidade de solicitar a ajuda de alguém que esteja saudável para oferecer o leite materno em copinho, xícara ou colher ao bebê. “É necessário que a pessoa que oferecer o leite materno ao bebê aprenda a fazer isso com a ajuda de um profissional de saúde”, ele destaca.

Além da precaução com a amamentação durante a pandemia, o pediatra ressalta a importância de manter limpos os locais em que as crianças estão acostumadas a brincar. “O chão onde ela senta deve ser bem higienizado com hipoclorito. Os brinquedos também devem receber limpezas constantes, além de tomadas e interruptores, que são lugares onde as crianças costuma tocar”.

No entendimento de Valderi, as crianças devem entender que o momento exige algumas regras de higiene. “É fundamental ensiná-las a higienização das mãos com água e sabão, ou, na falta de sabão, com álcool em gel 70º. A pandemia pode, sim, atingir crianças, e por isso é urgentes certos cuidados”.

E apesar do cuidado redobrado com a criança, desde a amamentação à higienização do local onde brinca, o pediatra ressalta que elas devem ter uma rotina normal, que condiz à sua idade. “Criança tem que continuar sendo criança”, finaliza.

Erick Tedesco ([email protected])

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