Animais são bons presentes de Natal?

Alerta de especialista é para o grande índice de abandono de animais entre dezembro e janeiro. (Foto: Freepik)

Na corrida pela escolha dos presentes de Natal, não é raro que um cão ou gato se torne uma opção irresistível. Para atender o pedido dos filhos que sonham em ter um filhote, é importante lembrar que ter um pet significa ter um compromisso de longa data e exige dedicação, paciência, ensinamentos, além da responsabilidade como, por exemplo, ter tempo para levá-los para passear, visitas regulares ao médico veterinário e, tudo isso, vai gerar gastos.

“Será que quem vai receber um pet de presente tem tudo isso a oferecer? É preciso pensar duas vezes ao comprar, adotar ou presentear familiares e amigos com pets; eles não são brinquedos e o abandono de animais no período pós de festas de fim de ano, infelizmente, não é raro”, informa Giovanna Castelano, funcionária da empresa, Mars Petcare.




Segundo dados da ONG (Organização Não Governamental) Gavaa, entre os meses de dezembro e janeiro o abandono de animais aumenta, em uma média de 60% e, este índice, só ajuda a contribuir com o número de animais abandonados no país, que não é pouco. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), existem mais de 20 milhões de cães e mais de 10 milhões de gatos abandonados somente no Brasil.

Além disso, recente pesquisa feita pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), mostrou que 59% dos tutores não levariam seus animais caso mudassem de casa; 14% justificam o abandono alegando motivos como, por exemplo, não ter tempo para cuidar como gostaria; porque o comportamento era inadequado; porque o filho nasceu; porque era muito caro, não ter com quem deixar o pet na hora de viajar, etc. “Por isso, antes de comprar ou adotar um pet para presentear, é preciso refletir bem sobre o assunto e ficar atento às responsabilidades que envolvem a posse responsável de um animal”, informa Giovanna.

As dicas que, normalmente, se dão para uma adoção consciente são: quanto menor é a casa, menor deve ser o pet, pois cães maiores requerem maiores espaços para brincar; importante considerar o tempo médio de vida que é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo; e esqueça o mito característico da adoção: pets adultos se adaptam com facilidade às mudanças.

Larissa Anunciato

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