Apeoesp aponta aumento no contágio com retorno às aulas

Segundo a entidade, foram registrados 432 casos de professores com covid-19 em 253 escolas. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Levantamento realizado pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) divulgado ontem aponta aumento de casos de covid-19 entre professores, com o retorno das aulas presenciais. Segundo a entidade, foram registrados 432 casos de professores com covid-19 em 253 escolas.

Os dados de casos são do levantamento diário que a Apeoesp realiza junto aos profissionais da educação, desde o início do planejamento das aulas presenciais, em primeiro de fevereiro. De acordo com o levantamento, o número casos de covid-19 em escolas paulistas já dispara, já que em 8 de fevereiro haviam sido detectados 209 casos em 96 unidades. De acordo com a presidente da Apeoesp e deputada estadual, Professora Bebel (PT), ao menos sete funcionários morreram em decorrência da doença em escolas de São Paulo, São José do Rio Preto, Leme, Praia Grande e Guapiara.

Em Piracicaba, foi registrado o caso de uma professora na escola Jethro Vaz de Toledo, e do marido de uma profissional da escola Professora José Martins de Toledo, enquanto que em São Pedro foram registrados quatro casos de professores no Colégio Anglo.

DADOS DO ESTADO

De acordo com os dados apresentados ontem pelo secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, na rede estadual, houve 456 casos confirmados, sendo 77 deles na primeira semana de aulas, entre os dias 7 e 13 de fevereiro. Dessas 456 ocorrências, 83 eram alunos e 372 professores ou funcionários das escolas. Um outro caso anotado no período envolveu um funcionário terceirizado.

O subsecretário de articulação regional, Patrick Tranjan, disse ontem que os números da Apeoesp estão fora da realidade. Segundo ele, em 90% dos casos de covid-19 na rede, o contágio ocorreu fora da escola, o que segundo ele, reforça a tese de que a escola é um ambiente seguro.

Além do planejamento, Tranjan destacou o monitoramento, feito pela pasta, dos casos positivos. “os protocolos são seguros o suficiente para que não ocorra contágio”, afirmou.

Beto Silva
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