Apesar da pandemia, prefeituráveis votam confiantes

Apesar de uma campanha atípica devido à pandemia da covid-19, os candidatos à Prefeitura de Piracicaba votam hoje confiantes no processo democrático e satisfeitos com a organização das seções, estabelecida pela Justiça Eleitoral, para evitar aglomeração e infecções pelo novo coronavírus.

O candidato Zé Pedro (PL) foi um dos primeiros a votar, às 9h, na EE Prof. José Martins de Toledo, no Distrito de Artemis. Com 68 anos, ele faz parte do grupo e ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por 11 dias, até dia 7 de novembro, devido a uma pneumonia.
O candidato lembra que o processo eleitoral foi “difícil”, mas espera que o resultado seja o melhor para a cidade.

“Como candidato vejo o pleito, que acontece hoje, como um dia de muita decisão. Só que o povo vai às urnas sem decidir os seus candidatos, já que temos 50% de eleitores indecisos. Isso realmente prejudica o pleito pelo descaso. Nós, como cidadãos, deveríamos encarar esse momento e buscarmos a escolha mais correta para que a mudança ocorrerá”, comenta.

O candidato Francys Almeida (PC do B) também votou por volta das 9h, na EM Profª Olivia Caprânico. Avalia o processo eleitoral deste ano como produtivo e que o partido conseguiu expôr aos eleitores as propostas e projetos.

“Nós do PC do B fizemos nossa parte, divulgamos nossas propostas e projetos e esperamos os resultados das urnas como deve ser na democracia. A disputa […] deve mostrar para Piracicaba se Piracicaba é uma cidade que aceita ou não a corrupção. Por isso nós estamos agradecidos e estamos juntos para fazer a diferença”, enfatiza.

A candidata Nancy Thame (PV) votou por volta das 11h na EE Honorato Faustino. Afirma que o partido se fortaleceu na cidade e aponta que a falta de debate para exposição das ideias e a democratização do tempo de TV e rádio aos candidatos são “ajustes”pelos quais o processo eleitoral precisa passar.

“Mas, fora isso, essa dificuldade de chegar informação, o sentimento de que a democracia vai avançando – a gente queria mais – mas a gente está muito feliz com o processo”, conta. “Se a gente conseguir chegar, eu acredito que tem muitas chances de chegar, nós temos uma proposta mais moderna, mais respeitosa, também mais inclusiva, mais sustentável para o nosso município”, complementa.

O professor Adelino (PT) votou às 10h30 no Colégio Piracicabano. O candidato considera que a Justiça Eleitoral fez um bom trabalho na organização de todos que trabalham nas seções. “O processo eleitoral desse ano foi um tanto confuso por conta da pandemia. […] Mas de qualquer maneira a eleição é sempre um processo de fortalecimento da democracia e de construção da cidadania política e é um processo pedagógico. Então foi muito importante que nós tenhamos passado por ele apesar de todas as dificuldades”, afirma.

Candidata pelo PSL, Coronel Adriana votou no colégio Anglo Cidade Alta por volta das 11h. Para ela, foi uma eleição com “bastante competitividade”, mas avalia que com muitas ‘fakes news’ a seu respeito. Mas ainda assim afirma que ficou feliz com a receptividade que teve junto aos eleitores. “A Justiça Eleitoral demorou para tomar decisões, que tomou todas ontem de uma série de ações judiciais que eu entrei em relação a fake news, isso pode sim influenciar na decisão do eleitor”,informa.

A candidata chama a atenção para auma minoria de candidatos, segundo ela, que ainda jogou santinhos nas ruas de forma ilegal. “A gente tem realmente que punir os infratores. A grande maioria não é. Mas tem um pequeno grupo, sim, que derramou santinho a rodo principalmente nas escolas de periferia, onde as pessoas têm menos acesso à informação”, afirma

O candidato Edvaldo Brito (Avante) também votou antes do almoço e avalia o processo eleitoral desse ano com “preocupação”. Para Brito, dependendo da decisão da Justiça quanto à candidatura do atual prefeito, pode haver terceiro turno na cidade.

“Acho que além da covid-19 ter atrapalhado, acredito eu que vá ter bastante voto branco e nulo, bastante gente que não vá votar. Vou fazer uma previsão que vai passar de 100 mil eleitores sem votar. E o processo eleitoral poderia ser muito diferente se a Justiça tivesse todos os seus julgamentos no momento certo e respeitando o que diz a lei da ficha limpa”diz.

Carolina Angelelli (PDT) votou às 12h15 no coégio Anglo Cidade Alta. Avalia o processo eleitoral deste ano como “muito enriquecedor” pelos aprendizados adquiridos. “Acredito que em Piracicaba tivemos um processo legítimo no qual a grande maioria não usou artifícios como divulgação de fakenews, propagação do ódio e poucos ataques a reputação. A disputa eleitoral precisa ser no campo das ideias e projetos”, afirma ao se lamentar que – em sua avaliação – muitos candidatos não vão se consolidar como lideranças políticas na cidade.

Para Mário Neto (PSB), que votou por volta das 14h no colégio Dom Bosco Cidade Alta, “a pluralidade de candidatos reflete a riqueza do processo democrático, no entanto os concorrentes tiveram clara desvantagem em relação a quem já ocupava o cargo por causa da pandemia. Essa experiência do nosso grupo, que pela primeira vez participa de uma eleição, nos mostrou claramente que o caminho que os políticos tradicionais trilham nunca farão parte do nosso modo de agir”, salienta.

A candidata Erica Gorga (Patriota) votou na Esalq/USP por volta das 13h. Ela afirma que a equipe fez um “bom combate” e que “não foi fácil em meio a uma pandemia”. “Consideramos lamentável que o grupo que ocupa há 16 anos o poder tenha divulgado, de maneira falsa, resultados de pesquisas eleitorais, levando o Poder Judiciário a decidir pela remoção da publicação. Infelizmente, alguns candidatos se beneficiam com a manipulação dos resultados de supostas pesquisas para induzir o eleitor”, comenta.

A reportagem aguarda as respostas dos demais candidatos.

Andressa Mota

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