Aplicativo desenvolvido na USP permite correção automática

Cira está disponível para o sistema Android. (Foto: Divulgação/USP)

Pesquisadores do IFSC (Instituto de Física de São Carlos) e do ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação), ambos da USP (Universidade de São Paulo), desenvolveram um software com o objetivo de corrigir redações de forma automática a fim de aprimorar as habilidades dos estudantes que farão o Enam (Exame Nacional do Ensino Médio).

Disponível por meio de um aplicativo para smartphones com sistema Android e de um site, a solução possibilita identificar erros gramaticais, de pontuação, de digitação e de concordância nas redações. Para criar a ferramenta, que recebeu o nome de Cira (Corretor Inteligente de Redações Automático), o estudante e bolsista da Fapesp, Gabriel Nogueira, que cursa bacharelado em ciências da computação no ICMC-USP, empregou técnicas da área de inteligência artificial.

“A ferramenta foi criada a partir de uma base de 100 mil redações da empresa Letrus, que foram corrigidas e pontuadas por professores seguindo os moldes da avaliação do Enem. A partir dos critérios utilizados por esses professores, o sistema inteligente aprendeu quais aspectos precisam ser levados em conta em uma correção e como estabelecer uma nota”, relata Nogueira, em entrevista para a Assessoria de Comunicação do ICMC.

O corretor é composto por dois elementos essenciais: um sistema inteligente que estabelece uma pontuação para a redação e outro que apresenta sugestões de como o usuário pode melhorar o texto.

Para ter a redação corrigida, basta o usuário fazer o download do aplicativo na Google Play Store ou acessar o site do Cira. Depois, é só o usuário digitalizar a redação e submetê-la à ferramenta.

Após fazer a submissão, o sistema apresenta ao usuário uma tela de resultados, em que constam a nota atribuída à redação e estatísticas sobre o texto, como o número de palavras. Caso erros sejam encontrados, eles são marcados em vermelho. Ao clicar em cima deles, abre-se uma janela contendo informações sobre o erro e sugestões de como remediá-lo. Nogueira preparou um vídeo no Youtube explicando como funciona o aplicativo.

“No futuro, pretendemos ter um sistema de leitura óptica de caracteres, de forma que o usuário poderá digitalizar sua redação de forma automática”, revela o graduando.

Da Redação

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