Após às 21h, praça José Bonifácio vira ‘banheiro a céu aberto’

De acordo com a prefeitura, os sanitários públicos fecham às 21h

Sem opção de sanitários, moradores de rua fazem as necessidades fisiológicas nas calçadas.

Taxistas, comerciantes e pedestres que trabalham e passam diariamente pela praça José Bonifácio, no entorno da Catedral Santo Antônio – um dos pontos turísticos de Piracicaba – têm convivido com uma situação constrangedora. Sem opção de sanitários públicos, os moradores de ruas que vivem na praça estão fazendo as necessidades fisiológicas na escada e na rampa de acesso da igreja e no ponto de táxi. Há 20 anos atuando na praça, o taxista Maurício Ribeiro Costa contou que nunca presenciou algo parecido. “Já houve situações desse tipo mas não diariamente como tem ocorrido há cerca de três meses”, contou.

Ele disse que, com o fechamento dos banheiros públicos, os moradores de rua não têm onde usar e acabam deixando as calçadas, escadas e rampa intransitáveis. Maurício disse que todos os dias ajuda as funcionárias da catedral na limpeza. “O mais difícil de suportar é o odor, que é muito desagradável”, afirmou. De acordo com a Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) o número de pessoas em situação de rua que ficam na praça é variável pois muitas mudam os locais onde permanecem.

Segundo a pasta, a quantidade de pessoas que permanece na praça José Bonifácio atualmente está entre 15 a 20. O horário normal de fechamento dos sanitários públicos, segundo a secretaria, era às 22h, mas foi reduzido para as 21h, por conta da pandemia. A Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) estuda a volta do horário de fechamento para as 22h. O Seas – Serviço Especializado em Abordagem Social orienta a população de rua sobre os serviços disponíveis, como o Centro Pop e os acolhimentos de pernoite. O monsenhor Ronaldo Francisco Aguarelli, pároco da Catedral Santo Antônio informou que os banheiros públicos localizados no abrigo atrás da igreja ou nas proximidades não são de responsabilidade da paróquia, mas sim da prefeitura. Segundo o religioso, os banheiros que ficam dentro da igreja são para uso dos fiéis durante as missas e confirmou que – infelizmente – a Catedral tem convivido com o fato de pessoas usarem o entorno da igreja para realizar necessidades fisiológicas no período da noite.

Beto Silva

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