Manifestantes pediram mais prazo para se ajustar a lei. (Credito: Amanda Vieira/JP)

Cerca de 300 motociclistas que atuam como motofretistas e mototaxistas em Piracicaba participaram, nesta segunda-feira (2), de uma manifestação pedindo mais prazo para adaptação à lei municipal que regulamenta as atividades no município, entre outras reivindicações.

Após seguir da Estação da Paulista até o Centro Cívico com carro de som e faixas, os trabalhadores se concentraram em frente à prefeitura, onde uma comissão se reuniu com o secretário de Trânsito e Transporte, Jorge Akira, e o procurador-geral do município, Milton Bissoli.


Durante a conversa, os profissionais expuseram à administração as dificuldades em se adequar à legislação até o dia 1º de abril, conforme regulamentação. Eles também tentam alterar a idade máxima de dez anos das motos para poder atuar.


Após a conversa, ficou definido mais 30 dias de prazo para a regulamentação. Com relação a idade do veículo, os representantes da prefeitura disseram que vão discutir a questão com a comissão.


Os organizadores do ato analisaram como positiva a conversa, apesar de achar o prazo de 30 dias insuficientes para a adaptação à lei.
O grupo informou que, caso não haja um consenso entre as partes, não serão feitas mais manifestações e o próximo ato será a paralisação dos profissionais.


A prefeitura reforçou ontem que o projeto de lei ficou em consulta pública por 120 dias, não havendo nenhuma manifestação da classe.
“Importante salientar que várias divulgações foram feitas desde o início de 2019, e também houve incentivos por parte da Prefeitura, por meio da Semtre e Cerest, ministrando gratuitamente cursos de noções básicas de primeiros socorros e orientações de como se cadastrarem como microempreendedor individual”, informou.


A Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte) anunciou que vai fornecer antenas ‘anti-cerol’ para os profissionais que se regularizarem.

Com a lei, a pasta entende que vai auxiliar na diminuição de acidentes com motocicletas. Em 2017, 75% dos óbitos na malha viária urbana de Piracicaba ocorreram por meio de acidentes com motocicletas, número muito maior que a média do Estado de São Paulo.

Beto Silva
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