Após matéria do JP, usuários reforçam os problemas no transporte

mais informações para a gesUsuários do transporte falam da falta de linhas e aglomeração (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A manchete do Jornal de Piracicaba de quinta-feira (28), sobre aglomerações e outros problemas no transporte público da cidade, reportados por uma equipe in loco, repercutiu nas redes sociais no JP. Leitores legitimam a experiência do repórter e do fotógrafo dentro dos ônibus e nos terminais, principalmente quanto à superlotação e reclamação de usuários pela dificuldade deslocamento por Piracicaba.

A aglomeração nos terminais e dentro dos ônibus foi o foco da bronca do leitor Jefferson Perecin diante das decisões do Poder Público – vale ressaltar, no entanto, que a Prefeitura de Piracicaba segue determinações de quarentena e isolamento social de acordo com o Governo do Estado de São Paulo. “Barjas Negri, vai fazer algo ou depois falar que é culpa do comércio e de pessoas que não estão fazendo isolamento?”, critica.

Outra leitora que aponta superlotação no coletivo é Tais Lourenço. “Os ônibus do Novo Horizonte, na linha 8163, das 6h adiante, todos superlotados, passageiros encostados na porta que não conseguem entrar”.

Elis Regina Oliveira fala que no “Terminal do Jardim São Jorge não é diferente”. Às 7h, relata a leitora, sai ônibus todos os dias lotado, “e sempre perdendo hora”. “Vive com aglomeração de gente. Deveria ter um outro ônibus nesse horário, para diminuir a aglomeração. A maioria vai nesse horário, pra não perder horário de entrada do trabalho”.

Outro comentário pertinente ao momento é da leitora Cláudia Szymanski, que ainda sugere às autoridades andar no coletivo, em horário de pico. “De nada adianta ficar postando radar online e dizer que estão aumentando casos se a condição para andar de ônibus favorece o crescimento do vírus. Aliás, além de não ter ônibus, os que têm não são higienizados corretamente”.

A leitora Jane Moura relata um caso de aglomeração que enfrenta diariamente para ir de Ártemis ao Centro. Segundo ela, a exclusão da linha 401 obriga que todas as pessoas de Ártemis e região, com objetivo de chegar à área central da cidade, agora precisam ir até o TVS (Terminal Vila Sônia), “causando aglomeração e superlotação nos ônibus, nos deixando com essa única opção de transporte com horários reduzidos”, aponta Jane.

Ela prossegue na crítica à situação do transporte público: “gostaria de convidar as pessoas que estão à frente de todo esse esquema de redução do transporte público, que venham até o barro e utilizem o ônibus nos horários de pico. Precisamos, pelo menos, das 5 às 8h e das 17h às 20h, a volta da linha 401 ou aumento de horários. Isso que estão fazendo com a população de Ártemis e região e crime contra a saúde pública”, completa.

Deficit de ônibus e horários no bairro IAA também foi relatado pelo leitor Alexandre José. “Porque tiraram a linha 406 Bessy TCI e, agora, temos que ir para o Terminal do Sônia. Os moradores do bairro fica no prejuízo porque fazem as coisas sem avisar os moradores”, ele reclama.

Francisco Cella lembra que o problema é quase crônico em Piracicaba. “Será que é tão difícil fazer um planejamento para aumentar o número de ônibus em circulação nos horários de pico – de manhã e no fim da tarde? Há anos vejo reportagens no JP que o problema é sempre este”.

A Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Trasporte) foi questionada sobre eventuais medidas contra as aglomerações nos ônibus ou planejamento de gradativamente recolocar a frota completa do coletivo nas ruas, no entanto, respondeu apenas que estes apontamentos “estão condicionadas ao decreto do Governo do Estado, o qual seguiremos”.

PAUTA NA CÂMARA

O transporte público da cidade também é pauta corriqueira na Câmara de Vereadores de Piracicaba. A assessoria de imprensa do Legislativo informou que, até o momento, sete ações já foram movidas sobre o tema, por seis parlamentares.

O presidente da Câmara, Gilmar Rotta, é autor de dois requerimentos sobre as mudanças no coletivo. O vereador visitou a garagens da Tupi na semana passada. No primeiro ofício, ele solicita detalhes da rescisão do contrato da Via Ágil e, no outro, pede mais informações para a gestão do transporte público em Piracicaba sobre a contratação emergencial da empresa Trans Acreana Ltda.

O único requerimento sobre as aglomerações flagradas no transporte público de Piracicaba é de autoria da vereadora Nancy Thame. No texto, ela sugere que a frota de ônibus seja ampliada na cidade, permitindo, com isso, que se limite a entrada de passageiros por veículo. A vereadora também questiona sobre o controle de uso do transporte público por idosos e se a higienização está sendo feita de forma contínua em todos os veículos – esta última um alerta dado pelo JP na matéria manchete de quinta-feira (28).

Outros requerimentos são do vereador Paraná, que reclama da falta de ônibus durante a quarentena, do Trevisan, que solicita dados sobre saída da Via Ágil e chegada da Trans Acreana, do parlamentar Paulo Henrique quanto à rescisão do contrato de prestação de serviços de transporte público da empresa de ônibus Via Ágil, e da vereadora Coronel Adriana, que questiona atividades de nova empresa de transporte urbano.

Conforme respondeu ao Jornal de Piracicaba a assessoria de imprensa da Câmara, “é provável que entre outros requerimentos na sessão de hoje a noite (ontem)”. O prefeito Barjas Negri tem 15 dias para responder aos requerimentos, após recebido na Prefeitura.

Erick Tedesco