Após servir clientes, comerciante atende moradores carentes

Foto: Amanda Vieira/JP

Semanalmente, de segunda-feira a sábado a comerciante Edineide dos Santos Silva, dona de um restaurante em Santa Teresinha, coordena a equipe de funcionários na produção de refeições para cerca de 450 pessoas. Uma pequena parte desse grupo é formada por moradores de rua, pessoas que têm casas, mas não têm comida, outras pagam aluguel e não sobra dinheiro para comprar comida e outras têm comida, porém não tem gás para cozinhar. São pessoas humildes, como define a comerciante, que muitas vezes não conseguem pedir, por vergonha.

A rotina acontece há seis anos, com cerca de 30 a 40 pessoas. Mas, segundo Edineide, desde o ano passado, com a pandemia de covid-19, o grupo aumentou e já chegou a 50. “Há dias que vêm 40, outros 30. Só de segunda que vem menos umas 20 mais ou menos”, atesta.

A comerciante disse que já chegou a ajudar pessoas que não tinham dinheiro para o gás de cozinha. Não dou dinheiro, peço o endereço e levou o botijão, chego lá e vejo se a pessoa éstá mesmo necessitada”, afirma.

A clientela diária do restaurante é de 400 pessoas. O atendimento vai até as 14h, após esse horário, Edineide vai até a calçada verificar quantas pessoas aguardam pela refeição. Ela faz questão de destacar que as refeições doadas são as mesmas servidas em seu bufet e a mesma que ela e os funcionários almoçam.

“Não há diferença nem distinção nenhuma, eles comem o que nós aqui comemos após o trabalho”, conta com um certo orgulho.

Questionada sobre eventual prejuízo na distribuição de comida a aquém não pode pagar, ela é direta. “Não quero para os outros o que não quero para mim, não me faz falta nenhuma”, garante.

“Quando eu ajudo, me Sinto Feliz , porque é duro você vê um olhar de fome, um olhar de tristeza, um olhar vergonhoso, o que eu faço é pouco, queria poder ajudar mais”, confessa.

Edineide disse que não conta com doações para fazer o almoço aos carentes. Ela disse que, em todo esse tempo que faz a ação, recebeu ajuda duas vezes. Questionada se concordava em receber ajuda de outras pessoas, ela ponderou. “Se quem quiser ajudar, for de coração e boa vontade, tudo bem, aceito sim”.

Para as pessoas que quiserem contribuir com as refeições feitas pela comerciante aos carentes, o telefone é 3382-4211.

Beto Silva
[email protected]nal.com.br

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