Aposentei e agora?

Passar aumentado tempo da vida em ambientes de trabalho, pode estimular para que a identidade pessoal seja pautada nesses espaços em uma proporção maior do que na vida familiar e ou espaços de lazer. E quando os indivíduos aproximam-se da fase da aposentadoria muitos conflitos podem surgir como a idéia de que a juventude se esvaziou e que o corpo já não apresenta as mesmas condições de antes, e se a identidade foi construída a partir da vida profissional, como será possível uma nova identificação sem o trabalho.

Esses questionamentos surgem por conta do ambiente de trabalho estimular o individuo a oferecer o máximo de seu potencial, provando sua capacidade através de execuções de tarefas e ou tomada de decisões. Todas as vezes que promovemos mudanças em nossas vidas são necessárias novas maneiras de perceber e lidar com a rotina.

E quando falamos de aposentadoria devemos levar em consideração mudanças em vários aspectos da vida do individuo, iniciando pelo ambiente que essa pessoa que acaba de aposentar-se permanecerá durante todo o seu dia, as atividades que desempenhará, levando em consideração que as responsabilidades serão outras e na maioria das vezes menor que as antes exigidas pelo trabalho.

Ainda é necessário que as pessoas da família que dependem da renda desse sujeito, quando aposentado tendem a diminuir e conseqüentemente o padrão financeiro da família também reduza, se não houver outro membro da família que apresente um salário que compense a possível redução no salário do aposentado. Com todas essas mudanças citadas é possível que o aposentado sinta-se menos importante, menos produtivo, mais tempo em casa e com isso apresente um aumento da ansiedade e em alguns casos até depressão quando não preparado antes para que essas mudanças na nova rotina a serem experienciadas de forma significativamente positiva.

Quando um individuo tem a possibilidade de planejar de maneira consciente como utilizar seu tempo após a aposentadoria pode encarar as dificuldades de forma mais branda. É importante que a pessoa que pensa em aposentar-se possa refletir em diversos parâmetros para desenvolver uma boa percepção do que realmente representa a aposentadoria, para que possa desfrutar dessa nova fase em sua vida na qual ele vem planejando e investindo antecipadamente através dos seus impostos, fundo de pensão, poupança ou previdência privada, se adquiriu imóvel e ou planejou essa fase da vida de alguma maneira esse aposentado poderá desfrutar dessa fase com o respeito almejado, porém sabemos que essa não é a realidade da maior parte da população.

Vale levar em consideração que qualquer individuo que goste da atividade que desempenhe apresenta alguma dificuldade em parar de trabalhar, e para esses casos uma possível saída visando a redução das ansiedades ou tristezas intensificadas, e talvez com a ajuda da família, em manter possibilidades de projetos para esse período da aposentadoria poderá ser uma boa estratégia, de maneira que esse individuo que acaba de aposenta-se possa continuar suas atividades profissionais com carga reduzida e de maneira voluntaria, desta forma os indivíduos obrigados a parar devido a condições de saúde debilitante a conscientização possa ter desenvolvida nesse período até que outras atividades possam ser implementadas, aceitas e adaptadas na vida dessas pessoas.

A aposentadoria afeta a todos os membros da família, pois a mudança na rotina de uma pessoa transforma a rotina de todos na convivência familiar e nesse momento é necessário um novo arranjo na rotina da família e quando todos os membros desse núcleo junto com o aposentado não conseguem esse alinhamento é indicado psicoterapia familiar para possam encontrar formas de construir essa harmonização provocada por uma nova configuração familiar.

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