Conselho defenderá ampliação da castração de animais na cidade | Foto: Amanda Vieira/JP

Piracicaba vai ter um Conselho Municipal de Defesa e Proteção dos Animais, o Copet. O PL 9/2020 de autoria do executivo foi aprovado na quinta-feira (13) na Câmara dos Vereadores com emendas que ampliaram a participação de setores da sociedade civil. Representantes de ONGs, comissão e protetores independentes do meio esperam que o órgão atue para melhorar diversos aspectos demandados na proteção dos animais, em especial a castração.

De caráter consultivo e com 32 integrantes, o Copet será composto por 16 membros do poder público e 16 da sociedade civil e será de vinculado à SMS (Secretaria Municipal de Saúde). Entre os objetivos do órgão estão propor e discutir ações de defesa de animais feridos e abandonados e programas de estímulo à adoção de bichos de estimação ou doméstico e divulgação da guarda responsável. Também contribuirá na criação de políticas de proteção dos animais e de seus habitats e de incentivo à preservação das espécies da fauna silvestre e a manutenção dos ecossistemas. Os integrantes serão nomeados por meio de decreto municipal.

O Copet era uma reivindicação das entidades e protetores em defesa dos animais. O projeto de lei inicialmente previa 18 membros, mas foi ampliado para 32 por iniciativas dos vereadores Marcos Abdala (REP) e Laércio Trevisan (PL). Para a protetora independente Mônica Faria, a não inclusão das protetoras independentes no Conselho seria uma ação “injusta” do poder público. Assim, fez questão de mobilizar as demais militantes da causa animal pelo Facebook para acompanhar a votação do projeto e cobrar participação no órgão.

“É muito importante que o executivo reconheça, de uma vez por todas, que a grande parte do trabalho feito nessa cidade com relação aos animais é das protetoras independentes, porque o canil não oferece serviço de cirurgia [ortopédica], por exemplo. Se precisar de uma cirurgia mais emergencial que tenha que fazer um ultrassom, raio-x, o CCZ não faz”, comenta Mônica.
Para o presidente da SPPA (Sociedade Piracicaba de Proteção aos Animais), Luís Américo Chitolina, deve ser prioridade do Copet ampliar a produtividade de castração de animais na cidade, “uma vez que o canil dispõe de nove veterinários”, ter atendimento de plantão para socorrer animais todos os dias e períodos, a criação de uma delegacia para crimes ambientais e dar atenção ao aumento de atropelamento de animais silvestres.

A presidente da Comissão de Proteção dos Animais da OAB Piracicaba, Vanessa Rocha Maluf Zaidan, pontua ainda a criação de um Departamento de Bem Estar Animal, pleno funcionamento do Hospital Veterinário e atuação em relação aos gatos “que não são abandonados mas formam núcleos no cemitério, Esalq, condomínios horizontais dentre outros locais e, por isso, não são recolhidos pela zoonose”.

Andressa Motta

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