Arcelor e Dedini fortalecem exportações da cidade mesmo na pandemia

Empresas instituíram protocolos de funcionamento e proteção aos funcionários, mantiveram exportações e ritmo de produção

Novas regras de conduta e convivência, rígidos protocolos sanitários que garantissem a segurança e a saúde dos empregados, estratégias para assegurar a produção. Estes foram os desafios de duas das principais empresas exportadores instaladas em Piracicaba, a ArcelorMittale a DediniS/A Indústrias de Base, que, diante da pandemia, adaptaram suas atividades para garantir a manutenção dos empregos e da produção.

Ligadas aos setores da construção civil, do sucroenergético e das cervejarias, os primeiros momentos foram de adaptação e organização das atividades. Segundo Luís Augusto de Arruda Penteado, diretor da ArcelorMittal das unidades de Piracicaba (SP) e Sitrel (MS), foram cancelados eventos presenciais e realizados investimentos em tecnologias para realização reuniões remotamente. “Foi um ciclo de grande aprendizado”. As medidas permitiram que a unidade mantivesse seu ritmo de produção nos mesmos níveis antes da crise da Covid-19.

Produtora de vergalhões para a construção civil, segmento que vem apresentando crescimento apesar da pandemia, a unidade Piracicaba tem como principais destinos de exportação os países da América do Sul, principalmente Bolívia, Paraguai e Peru, exporta aproximadamente 20% da produção. “A expectativa é manter o mesmo patamar de 20% da produção. Um dos motivos é que o mercado brasileiro está com alta demanda por aço, com previsão de crescimento do consumo aparente”, afirma Penteado.

Já a Dedini exporta para 50 países, distribuídos nos cinco continentes. Hoje, as vendas ao mercado externo representam aproximadamente 20% do faturamento da empresa, segundo o gerente de exportações, José Roberto Pigati. E o carro-chefe dentro de todo o processo é o sistema RGD (Reposição Garantida Dedini), que dá suporte aos setores em que atua: plantas de produção de açúcar, etanol, energia e cervejarias.

“A pandemia restringiu o fluxo de viagens do nosso pessoal, o que impactou na oferta de alguns serviços. Mas, a partir do segundo semestre, esperamos pela normalização das operações”, destaca Pigati.Além da totalidade do mercado brasileiro, a Dedini atende o mercado exterior com a produção de equipamentos para o setor sucroenergético mas, especialmente, com seu sistema RGD (Reposição Garantida Dedini).

A demanda se divide em atender o mercado com peças novas, durante a safra, e trabalhar fortemente em manutenção, na entressafra. “Nosso objetivo é oferecer aos clientes um atendimento focado nas necessidades de manutenção, nos tornando provedores de soluções inovadoras, com eficiência, responsabilidade, qualidade, pontualidade, confiabilidade”, destaca.

O otimismo do gerente de exportações sobre a retomada gradual à normalidade se deve ao fato de a Dedini ter conquistado a preferência em muitos mercados, justamente pelo seu padrão de atendimento, com qualidade e entregas nos prazos, o que tornou a marca tão conhecida.“Solidificamos a nossa marca e presença no mercado internacional, atendendo especialmente o setor sucroenergético, sempre levando ao cliente a melhor alternativa tecnológica associada à permanente assistência técnica, com entrega de serviços e produtos de alta qualidade”, informa.

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