Argentina bate o Brasil e conquista a Copa América

Comemoração de Messi e Di Maria no gol que deu o título á Argentina na Copa América - Crédito foto: Mauro Pimental/AFP

A seleção argentina venceu a equipe brasileira por 1 a 0, no sábado, dia 10, e conquistou a Copa América, disputada no país em meio às críticas e a pandemia da Covid-19. O título pôs fim a um jejum que já durava 28 anos. Desde a Copa América de 1993, quando bateu o México, a seleção argentina não levantava uma taça.

Nunca o país ficou tanto tempo sem conquistas. Entre as seleções campeãs do mundo, seu período sem taças só era menor ao da Inglaterra, que não vence uma competição desde a Copa de 1966.

O jogo deste sábado no Maracanã, encerra uma série de derrotas da Argentina para o Brasil em partidas decisivas, como as Copas Américas de 1995, 1999, 2004, 2007 e 2019, além da Copa das Confederações de 2005.

O título argentino deste sábado, também coloca um fim ao ciclo negativo do craque Lionel Messi, que nunca havia vencido uma competição com a seleção principal de seu país.

A seleção de Tite, por sua vez, amarga uma derrota diante do seu maior rival em uma partida em que nada deu certo. A começar pelo lateral-esquerdo Renan Lodi, que saiu do jogo como vilão da derrota ao cometer um erro feio no lance que decidiu o título.

Como em um jogo de xadrez, as duas equipes começaram a partida cautelosas, estudando cada movimento do adversário. Até por isso, os primeiros 15 minutos foram pouco intensos e sem criatividade.

Neste cenário, qualquer vacilo poderia ser fatal. E foi. Aos 21 minutos, Renan Lodi falhou ao não conseguir interceptar o lançamento de De Paul para Di María. Com extrema qualidade, o atacante argentino sobrou sozinho de frente para Ederson e só deu um toque na bola para encobrir o goleiro brasileiro.

O técnico Tite fez alterações no intervalo da partida, como a troca do volante Fred pelo atacante Roberto Firmino, que deixou o Brasil mais leve e com boas chances nas saídas de bola argentina.

Mesmo com mais posse de bola, o maior problema do Brasil estava na armação das jogadas. Faltava, por exemplo, lances em profundidade com os laterais para abrir espaços no meio. Neymar, por muitas vezes, exagerava na individualidade e facilitava o trabalho dos zagueiros argentinos.

Para segurar a vantagem, a Argentina deixou o jogo truncado, tenso. Os jogadores valorizavam cada falta ou bola para fora para ganhar tempo. O jogo se arrastou assim até o apito final e a Argentina, enfim, acabou com o seu mais longo jejum de títulos.

Da Redação

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