Articulista do JP contribuiu com discussões cidadãs

Foto: Claudinho Coradini/Arquivo/JP

Thame tratou de assuntos como o direito à licença maternidade

Articulista do Jornal de Piracicaba, o político falecido ontem (quinta-feira) Antonio Carlos de Mendes Thame abordava a pauta ‘Leis que nos defendem’. O mesmo tema também foi trabalhado em um dos livros de sua autoria – Thame escreveu mais de 10 livros durante sua vida. Na área do direito, o político passou pelas áreas trabalhista, consumidor, previdenciária, entre outras.

Em busca de informar a população, Thame esclareceu assuntos como o direito à licença maternidade das mães adotivas e uso da certidão de nascimento como meio idôneo para comprovar o afastamento da mãe trabalhadora e autorizar pagamento do salário maternidade.

No campo do consumidor, ele se dedicou a relações básicas do dia a dia, como a de uma diarista que sofreu uma queda ao descer do ônibus porque o motorista arrancou com o veículo. Já na primeira década do século, ele se adiantou ao tratar sobre os direitos do consumidor nas compras pela internet e apontou a ilegalidade na cobrança do ponto extra de TV a cabo.

Do lado das empresas, um artigo tratou sobre o ‘gato’ na conta de energia elétrica. Neste caso, o texto foi baseado em um consumidor que fraudou o relógio medidor e, mesmo diante de um acordo entre as partes, houve contestação na Justiça para restabelecimento de fornecimento, o que foi negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) frente ao não pagamento de contas antigas.

LIVROS
De Franco Montoro a aquecimento global. As abordagens nas obras de Mendes Thame têm as mais variadas preocupações. Na política, ele não escreveu apenas sobre o ex-governador do Estado de São Paulos, tratando também escreveu para os jovens a respeito da social-democracia. Na condição de primeiro presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas PCJ (Piracicaba, Capivari, Jundiaí), Thame é autor de livro sobre a cobrança da agricultura pelo uso da água. Ainda na seara ambiental outra referência é a sua atualização do Código Florestal.

Para Piracicaba, ele se dedicou a contar a história do local funcionou a primeira estação de captação e bombeamento de água da cidade, construída em 1887, em ‘Museu da Água – Francisco Salgot Castillon’. Logicamente não poderia faltar o ícone do município, que ganhou a obra ‘Rio Piracicaba Vida Degradação e Renascimento’.

Cristiane Bonin
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